Tabagismo da mãe relacionado com colesterol alto no filho

Estudo publicado na revista “Epidemiology”

28 setembro 2010
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Os bebés que nascem mais pequeninos têm uma maior probabilidade de apresentarem colesterol alto na idade adulta, mas só no caso de as mães terem fumado durante a gravidez, aponta um estudo publicado na revista “Epidemiology”.

 

Vários estudos já tinham indicado que os bebés pequenos para a idade gestacional têm um maior risco de terem colesterol alto quando adultos.

 

Para aferir essa relação, cientistas da Harvard Medical School, em Boston, EUA, liderados por Xiaozhong Wen, analisaram os registos de nascimento e os níveis de colesterol de 1.370 adultos, com uma média etária de 39 anos. Foi verificado que os casos de colesterol alto eram mais comuns entre os que tinham nascido pequenos para a idade gestacional, 34%, do que entre os que nasceram com tamanho normal, 24%. Numa análise mais pormenorizada foi verificado que, entre os participantes que nasceram mais pequenos, apenas os de mães que tinham fumado durante a gravidez apresentaram colesterol alto.

 

De acordo com o estudo, o tabagismo da mãe na gravidez (pelo menos 20 cigarros por dia) aumentou em 2,5 vezes a propensão do filho apresentar colesterol alto na idade adulta, enquanto o tabagismo moderado (de 1 a 19 cigarros diários) aumentou esse risco 1,7 vezes. Por outro lado, os bebés que nasceram pequenos mas cuja mãe não era fumadora e os que nasceram com tamanho normal apesar do tabagismo materno não apresentaram os mesmos riscos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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