Tabaco e consumo de carne fortemente associados ao cancro

Estudo publicado na revista “Nutrients”

03 janeiro 2014
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O seguimento de uma dieta rica em carne e o consumo de tabaco revelaram ser os fatores mais fortes na incidência de doenças cancerígenas, aponta um recente estudo internacional.
 
O novo estudo teve como base os dados de 2008 da Organização Mundial de Saúde relativos às  taxas globais de 21 tipos de cancro em 157 países diferentes. A equipa de investigadores procedeu a uma comparação das taxas de cancro com os índices relativos aos fatores de alteração dos riscos.
 
Segundo a equipa de investigadores, que teve acesso a dados que remontavam a 1980, existe normalmente um intervalo de 20 anos entre as alterações na dieta e os picos na incidência de cancro. Mais de metade das taxas de cancro em 87 países foi explicada devido a hábitos de tabagismo e ao consumo de produtos de origem animal. 
 
O consumo de produtos de origem animal poderá aumentar o risco da incidência de cancro devido ao facto de promoverem o crescimento de tumores através da produção do fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-I), explica a equipa.
 
Foi descoberto que, nas mulheres, o consumo de produtos de origem animal tinha o dobro da importância em termos de fatores de risco. A equipa apurou também que os produtos de origem animal eram especialmente relevantes relativamente a certos cancros como o da mama, rim, ovários, pâncreas, próstata, testículos e tiroide. 
 
Relativamente aos hábitos de fumo, este risco é o dobro do de consumir produtos de origem animal nos homens. 
 
Para melhor ilustrar a problemática do impacto da mudança de hábitos sobre os índices de cancro, a equipa utilizou o exemplo do Japão. A população sénior, que é geralmente de estatura mais baixa que a europeia, consume cerca de 10% do seu aporte calórico em proteínas de origem animal. A geração mais jovem, que consome uma dieta mais ocidentalizada, com cerca de 20% do total do seu aporte calórico com origem em proteína animal, tem uma estatura semelhante à dos europeus. É de notar que, nos últimos 20 a 30 anos, registou-se um aumento significativo nas taxas de cancro comuns nos países ocidentais, no Japão.
 
O estudo revelou também uma relação entre o consumo de bebidas alcoólicas e o cancro colo-rectal, e os adoçantes foram associados ao cancro no cérebro nas mulheres, ao cancro no pâncreas e ao da próstata.
 
Este estudo vem chamar a atenção para a necessidade de uma possível revisão das políticas adotadas por cada país em termos de alimentação. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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