Suturar feridas parece mais seguro que usar agrafos

Estudo publicado na revista BMJ

23 março 2010
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A probabilidade de surgir uma infecção é mais comum quando os cirurgiões usam agrafos em vez dos tradicionais pontos com fio de nylon para suturar as feridas, defendem investigadores britânicos na revista “BMJ” (British Medical Journal).

 

As infecções pós-operatórias conduzem a internamentos mais prolongados ou a readmissões hospitalares, refere o estudo realizado por investigadores dos hospitais universitários de Norfolk e Norwich, no Reino Unido, que avaliaram a ocorrência de infecções em cirurgias ortopédicas.

 

Nesta investigação, os autores analisaram dados de seis estudos, que tinham envolvido um total de 683 cirurgias, comparando a utilização de agrafos e pontos.

 

Verificaram que, de facto, os agrafos são mais fáceis de usar e proporcionam maior rapidez no procedimento, no entanto, são mais dispendiosos e aumentam o risco de infecção. A análise mostra que as incisões agrafadas apresentam um risco três vezes maior de desenvolverem infecções superficiais do que as que foram suturadas. Assim, os autores recomendam prudência na utilização de agrafos nas cirurgias.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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