Suspeitas de antraz chegam a Portugal

Análises feitas a pó branco dão negativas

16 outubro 2001
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A recepção de cartas suspeitas que continham pó branco, que até ao momento - e segundo análises preliminar não comprovaram tratar-se da bactéria do antraz - , tem vindo a aumentar as reacções de pânico. Também em Portugal, tem-se vivido a angústia provocada pela ameaça da bactéria Bacillus anthracis. Ver artigo - O que é o antraz .
 

 

Mas, segundo fonte do ministério da Saúde, em Portugal e até à tarde de dia 16, as análises feitas aos pós suspeitos não detectaram a existência de antraz.
 

 

No entanto, o medo das consequências dos «ataques» bacteriológicos, com antraz, estendeu-se a todo o mundo, nos últimos dias, depois de nos Estados Unidos terem surgido, pelo menos, 15 casos de infecção. Apesar da gravidade da situação, o FBI já fez saber que Bin Laden pode não ter implicações nestes casos, dado que a caligrafia é sempre a mesma em todas as cartas que promoveram a contaminação.
 

 

As últimas horas foram marcadas por evacuações nos aeroportos, empresas e instalações oficiais em países que cruzam todos os oceanos. Na Europa: Itália, Áustria, República Checa, Estónia, Filândia. Na América: Brasil e Argentina, bem como a Austrália, são países que têm vivido os temores desta psicose colectiva.
 

 

Não há confirmações em Portugal
 

 

Uma carta suspeita de conter pó branco conotado com a bactéria antraz, recebida ontem por uma idosa de Olhão, preocupou as autoridades. No entanto, e de acordo com uma fonte do ministério da Saúde, as análises preliminares deram negativo, pelo que não existem confirmações de contaminação por antraz em Portugal.
 

 

Às três pessoas que manusearam a carta suspeita, - vinda do Brasil sem remetente não carimbado e que continha no seu interior um pó branco desconhecido - receberam tratamentos à base de ciprofloxacina, a substância activa mais indicada na quimioprofilaxia dos casos suspeitos de contaminação com o antraz.
 

 

O outro caso, que ontem aconteceu numa oficina da Renaut, em Lisboa, onde quatro funcionários encontraram um pó branco desconhecido também não é antraz, segundo garante fonte do ministério da Saúde, depois de terem sido efectuados testes preliminares no Instituto Nacional Ricardo Jorge.
 

 

 

Despistagem nos CTT
 

 

Ainda hoje, cinco funcionários do centro de distribuição dos Correios no Martim Moniz, em Lisboa, foram sujeitos a testes de despistagem de matérias perigosas após ter sido detectado um envelope com um pó suspeito, revelou um responsável dos CTT.«A carta foi isolada da restante correspondência e foram alertadas as autoridades policiais que se deslocaram ao local para investigação», disse à Lusa o director de comunicação dos CTT, António Soares.
 

 

 

CTT passa encomendas a pente fino
 

 

Os CTT admitiram entretanto que vão ser controladas todas as cartas e encomendas chegadas a Portugal por via aérea desde o dia 11 de Setembro.
 

 

As cartas e encomendas que chegam a Portugal por via aérea desde 11 de Setembro ficam de «quarentena» para serem visionadas por um «raio-x», que detecta a presença de pós suspeitos.
 

 

A inspecção, segundo Rui Guerra, é feita por uma equipa especial, com agentes da autoridade e funcionários dos CTT, o que pode causar algum atraso nas entregas.
 

 

Aquele responsável explicou ainda que antes dos atentados nos Estados Unidos, os CTT inspeccionavam apenas cerca de 20 por cento das cartas e encomendas chegadas por via aérea, «mas agora toda a correspondência é verificada».
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: Lusa; Publico;TSF eSic
 

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