Surto de gripe: Portugal está pronto para dar resposta

Declarações da diretora-geral adjunta de saúde

24 maio 2013
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Em caso de um surto de gripe em larga escala, Portugal e os restantes países considerados desenvolvidos estão preparados para o minimizar, de acordo com a diretora-geral adjunta de saúde, Graça Freitas.
 

“Portugal começou a preparar-se a sério pela primeira vez em 1997, quando apareceu a chamada gripe das aves de Hong Kong, provocada pelo vírus de aviário H5N1, que era altamente patogénico”, disse à agência Lusa a responsável da Direção Geral de Saúde (DGS).
 

Contudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou na passada terça-feira que o mundo continua sem estar preparado para lidar com um surto de gripe de larga escala, havendo receios de que o vírus H7N9 na China se possa disseminar.
 

O diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda referiu que, apesar dos esforços empreendidos desde a gripe aviária H1N1 há três anos, é necessário mais planeamento de contingência.
 

“O mundo é muito grande, quando a OMS faz uma informação dessas fala para o mundo”, disse Graça Freitas, referindo que não há muitos países com capacidade de resposta, à escala global, tendo em conta o panorama no continente africano, em muitos países da Ásia e da América do Sul.
 

Portugal, recordou, começou a desenvolver mecanismos para se preparar para uma situação de possível epidemia/pandemia, “fosse de que vírus fosse”, a partir de 1997.
 

“Entretanto, essa preparação foi-se reforçando. O vírus H5N1 reapareceu mais tarde e voltámos a fazer planos de contingência nessa altura, com grande capacidade de resposta”, acentuou.
 

De acordo com a especialista, o plano de contingência acabou por ser posto em prática quando surgiu, em 2009, a chamada Gripe A (H1N1).
 

“Foi uma pandemia, mas com uma expressão pouco grave felizmente e houve nessa altura oportunidade para testar os planos de contingência que tínhamos, a nossa capacidade de reação, a capacidade de resposta dos serviços, de detetar os casos e de os tratar”, disse.
 

De acordo com Graça Freitas, todos os mecanismos previstos no plano de contingência foram aplicados na altura. “A partir daí, temos continuado a desenvolver – nós e todos os países – formas de vigilância epidemiológica, ou seja, capacidade de detetar casos precocemente e mecanismos para minimizar o impacto de uma nova pandemia quando ela surgir”, declarou.
 

Graça Freitas admite, porém, que, como em todos os fenómenos de grande dimensão, apareçam casos mais graves se houver uma pandemia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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