Suplementos vitamínicos evitam carências alimentares na adolescência

Especialista em Medicina da Adolescência avança algumas pistas

06 novembro 2002
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Os suplementos vitamínicos podem desempenhar um papel fundamental na prevenção de certas doenças causadas pelas deficiências alimentares na adolescência. Numa fase de grandes alteração físicas e psicológicas, os pais devem assegurar que os jovens mantêm uma alimentação saudável não só para que possam alcançar todo o seu potencial de crescimento, mas também como forma de prevenir o aparecimento de algumas doenças crónicas da idade adulta, como a diabetes ou a osteoporose.
 

 

A adolescência caracteriza-se por um pico de crescimento, apenas comparável ao que se verifica no primeiro ano de vida. O fluxo sanguíneo aumenta cerca de 33%, a massa muscular e a massa óssea também sofrem um crescimento exponencial, atingindo esta última o seu máximo no final da adolescência. É essencial que o aporte nutricional consiga fazer face às necessidades acrescidas, nomeadamente, em ferro e cálcio, neste período.
 

 

As anemias ferropénicas têm elevada prevalência na adolescência. As necessidades em ferro neste período estão acrescidas por várias razões: aumento do volume sanguíneo, aumento da massa muscular e, no caso da rapariga, aumento das perdas devido aos períodos menstruais.
 

 

Helena Fonseca, pediatra do Hospital de Stª Maria, especializada em Medicina da Adolescência, compreende que os jovens e os pais sejam confrontados com alguns desafios: "A adolescência é, por natureza, uma altura em que se verifica uma quebra com as normas pré-definidas, o que também acontece, na alimentação como p. ex. na recusa em beber leite."
 

 

Ao mesmo tempo, o adolescente procura maior independência, procura um espaço próprio (o grupo para ele é muito importante) e relaciona-se de outra forma com os seus amigos. Os hábitos de consumo que importamos fazem com que esse convívio seja pautado pelo consumo de refrigerantes, pizzas e hambúrgueres. Por outro lado, a sociedade actual é também pautada por estereótipos de beleza, onde a magreza impera.
 

 

Como consequência, os problemas alimentares extremos como a obesidade ou a anorexia são cada vez mais frequentes na adolescência.
 

 

O papel que os pais podem desempenhar torna-se fundamental, uma vez que o seu apoio é imprescindível para que o jovem tenha uma alimentação mais adequada, recuperando hábitos saudáveis que se tenham perdido como o pequeno-almoço ou o jantar em família.
 

 

Segundo Helena Fonseca, "a natureza é perfeita e o adolescente em pleno período de crescimento que tem necessidades nutricionais aumentadas que compensa com um apetite acrescido.
 

 

No entanto, é necessária uma atenção especial a todo o tipo de situações que escapem ao habitual, tanto na linha restritiva como na de uma necessidade excessiva."
 

 

Nestes casos, um bom apoio familiar, uma orientação para hábitos alimentares correctos e um suplemento vitamínico, sempre que necessário, podem ser o caminho para que o adolescente possa crescer de forma saudável, prevenindo o aparecimento de outro tipo de doenças no futuro.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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