Suplementos de testosterona não aumentam risco cardíaco

Estudo do Centro Médico Intermountain

13 novembro 2015
  |  Partilhar:
A toma de suplementos de testosterona não aumenta o risco de os homens sofrerem um enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, atesta um estudo apresentado na Sessão Científica de 2015 da Sociedade Americana do Coração.
 
No início deste ano, a Agência Norte-americana do medicamento (FDA, sigla em inglês) exigiu que os fabricantes de todos os produtos de testosterona aprovados adicionassem informação para clarificar a utilização aprovada dos medicamentos, bem como inclusão de informação sobre a possibilidade de aumento do risco de enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
 
A terapia de substituição da testosterona é habitualmente utilizada nos homens idosos para normalizar os níveis hormonais e ajudar os pacientes a sentirem-se melhor, terem mais energia e aumentarem a massa muscular. Contudo, os médicos e os pacientes têm de pesar os riscos e benefícios da toma de testosterona, tendo em conta a informação fornecida pela FDA e outras investigações.
 
De acordo com a FDA, a toma deste tipo de suplementos aumentou significativamente nestes últimos anos, de 1,3 milhões de pacientes em 2009 para 2,3 milhões em 2103.
 
Contudo, os estudos realizados até à data sobre o efeito da toma de testosterona no risco cardiovascular dos homens têm produzido resultados discrepantes. Apesar de se saber que níveis baixos de testosterona estão associados a um aumento de risco cardiovascular, os riscos versus benefícios da toma de suplementos ainda não foram perfeitamente identificados.
 
Para o estudo os investigadores do Centro Médico Intermountain, nos EUA, contaram com a participação de 1.472 homens com idades compreendidas entre os 52 e os 63 anos. Todos os indivíduos tinham níveis baixos de testosterona, mas sem antecedentes de doença cardíaca.
 
O estudo apurou que os homens que tomavam suplementos de testosterona, para aumentar os níveis desta hormona para valores normais, não tinham um risco aumentado de enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
 
Um dos autores do estudo, J. Brent Muhlestein, explicou que este estudo analisou os potenciais riscos cardiovasculares associados a homens saudáveis que tomavam testosterona. No entanto, verificou-se que os indivíduos submetidos a esta terapia tinham um menor risco de enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte, comparativamente com aqueles que não tomavam este tipo de suplementos.
 
Ao longo do período de acompanhamento do estudo, que variou entre um a três anos, os pacientes foram categorizados tendo em conta se tinham ou não tomado suplementos de testosterona pelo menos durante 90 dias. Foi realizada uma análise de regressão de riscos de COX, que ajustou 17 variáveis base, para determinar qualquer associação entre a toma deste tipo de suplementos e a ocorrência de enfarte agudo do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral e morte, ao longo de três anos.
 
“Este estudo fornece garantias aos médicos e aos pacientes que a utilização da terapia de substituição de testosterona numa população de homens saudáveis com mais de 50 anos não diminui o risco de enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, e na verdade demonstrou que há redução destes riscos”, conclui, J. Brent Muhlestein.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.