Suplementos de selénio podem ser prejudiciais

Estudo publicado na revista “The Lancet”

02 março 2012
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A toma de suplementos de selénio para as pessoas que já o ingerem em quantidades suficientes através da dieta pode ser prejudicial e aumentar o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2, sugere um estudo de revisão publicado na revista “The Lancet”.

 

O selénio é um mineral natural que pode ser encontrado no solo e nos alimentos sendo essencial para a saúde. Uma baixa ingestão deste mineral está relacionada com um maior risco de morte, um sistema imunológico mais fraco e declínio cognitivo. Por outro lado, a ingestão elevada de selénio tem vindo a ser associada a uma melhor fertilidade masculina, efeitos antivirais e proteção contra o cancro da próstata, pulmão cólon, reto e bexiga. Contudo, alguns estudos também têm sugerido que níveis elevados de selénio podem ter efeitos nocivos, como o aumento do risco da diabetes tipo 2.

 

Durante os últimos dez anos, o uso deste tipo de suplementos tem sido generalizado, em grande parte, devido ao fato de se acreditar que o selénio poder reduzir o risco de cancro e outras doenças. Mas os resultados de alguns ensaios clínicos têm revelado alguma controvérsia relativamente à eficácia deste mineral. Esta revisão, agora publicada, dá conta que os estudos realizados em diferentes populações, com diferentes níveis de selénio e antecedentes genéticos, deram origem a resultados divergentes. 

 

De acordo com a autora deste estudo, Margaret Rayman, da University of Surrey, Reino Unido, estes resultados contraditórios podem ser explicados pelo fato de os suplementos de selénio, tal como ocorre para outros nutrientes, só apresentam benefícios quando ingeridos em quantidades adequadas.

 

Segunda a investigadora, os indivíduos que têm níveis mais baixos de selénio no sangue são os que beneficiam mais deste tipo de suplementos. Este estudo de revisão sugere que a interação entre a ingestão de selénio e o background genético também é importante. As pessoas podem assim ser mais ou menos geneticamente recetivas aos benefícios das proteínas que contêm selénio, as selenoproteínas.

 

Margaret Rayman conclui que as pessoas com níveis sanguíneos de selénio iguais ou superiores a 122 µg/L não devem tomar suplementos de selénio. Contudo, há bastantes benefícios para as pessoas que têm níveis mais baixos deste mineral.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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