Suplementos alimentares utilizados por 66% dos atletas de alta competição

Estudo da Universidade do Porto

19 julho 2016
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Os suplementos alimentares são utilizados por 66% dos atletas portugueses de alto nível, a maioria combinando quatro produtos diferentes, dá conta um estudo das faculdades de Desporto e de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.
 

"Estes dados vão ao encontro do que se passa noutros países", disse à agência Lusa a coordenadora do projeto, Mónica Sousa, referindo que em Portugal os suplementos mais utilizados são os multivitamínicos/minerais, as bebidas desportivas, o magnésio e a proteína.
 

Para o projeto, denominado "Suplementos nutricionais e alimentação no desporto", os investigadores avaliaram através de dois questionários 304 desportistas de diversas federações (ciclismo, atletismo, triatlo, ginástica, râguebi, basquetebol, voleibol, judo, natação, basebol, andebol, boxe e esgrima) e de diferentes idades.
 

Os investigadores constataram que os atletas que usavam suplementos eram aqueles que "já se alimentavam melhor e que apresentavam uma menor probabilidade de ter carências em micronutrientes", nomeadamente em alguns minerais, referiu a nutricionista.
 

Noutro estudo associado a este projeto, pretendia-se verificar quais os efeitos resultantes da substituição dos suplementos por uma alimentação combinada.
 

Tendo sido a aceleração da recuperação muscular a principal razão indicada para a ingestão de suplementos, os investigadores compararam as diferenças entre o consumo de um batido com uma mistura de alimentos e o de um suplemento, tendo ambos uma composição nutricional semelhante.
 

Após terem medido algumas variáveis, como é o caso do dano e do desconforto muscular, da recuperação funcional, do stress oxidativo e de parâmetros metabólicos, verificou-se que o "padrão de recuperação era o mesmo".
 

A nutricionista indica que 15% dos suplementos utilizados pelos atletas estão potencialmente contaminados, podendo conter substâncias que acusam positivo no teste de dopping, o que pode afastar o atleta da prática desportiva oficial.
 

Apesar de serem "mais práticos" de utilizar e ideais para viagens, estes produtos têm um preço elevado, "nem sempre são fáceis de beber e podem tornar-se enjoativos com o passar do tempo", explicou a investigadora.

 

"Os alimentos podem ser uma alternativa a alguns suplementos desde que se façam as combinações adequadas, para além de serem mais seguros e terem uma matriz alimentar muito mais rica", afirmou ainda.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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