Suplemento nutricional pode tratar um tipo único de autismo

Estudo publicado na “Science”

11 setembro 2012
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Investigadores americanos identificaram uma forma de autismo com epilepsia que pode ser potencialmente tratada com um suplemento nutricional comum, refere um estudo publicado na revista “Science”.

 

Aproximadamente um quarto dos pacientes com autismo também sofre de epilepsia, um distúrbio cerebral caracterizado por convulsões repetidas ou recorrentes. As causas da epilepsia são múltiplas e desconhecidas.

 

Neste estudo os investigadores da University of California e da Yale University, nos EUA, contaram com a participação de duas famílias que tinham crianças com distúrbios do espetro do autismo. Estas crianças tinham também um historial de convulsões ou de atividade elétrica cerebral deficiente.

 

O estudo apurou que os pacientes apresentavam uma mutação num gene que regula a produção de um tipo de aminoácidos, os BCAA, que não são produzidos naturalmente pelo organismo, tendo de ser adquiridos através da dieta. Durante os períodos de jejum, os humanos desenvolveram a capacidade de “desligar” o metabolismo destes aminoácidos. Contudo, os investigadores verificaram que esta capacidade estava ausente em alguns pacientes com autismo.

 

Adicionalmente, os investigadores verificaram que as células estaminais neuronais, provenientes dos pacientes, comportavam-se normalmente na presença de BCAA, o que sugere que esta condição pode ser tratada com administração de suplementos nutricionais.

 

“Foi com grande surpresa que encontrámos mutações potencialmente tratáveis numa via do metabolismo específica para o autismo. O que é entusiasmante é que o potencial tratamento é óbvio e simples: basta administrar aos pacientes afetados os aminoácidos que estão em falta”, revelou em comunicado de imprensa Joseph G. Gleeson.

 

O investigador acrescentou que os resultados agora encontrados “poderão funcionar como base para o rastreio de todos os pacientes com autismo e ou com epilepsia com estas ou outras mutações associadas, podendo assim funcionar como um indicador precoce da doença”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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