Super homem critica entraves à investigação da genética

Christopher Reeve acusa Igreja e Bush de entorpecerem a ciência

19 setembro 2002
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O actor Christopher Reeve acusou a Igreja Católica e o governo dos EUA de estarem a entorpecer os avanços científicos. Paralisado da cintura para baixo desde 1995, o Super Homem é partidário de técnicas de investigação a partir das células mãe, que foram proibidas pelo Gabinete de Bush, e que poderiam contribuir para a sua recuperação.
 

 

O actor está numa cadeira de rodas e totalmente imobilizado desde que caiu do seu cavalo em 1995. Em declarações ao diário The Guardian, o actor assegura que a investigação com as células mãe poderia abrir vias de cura dos sistemas nervosos danificados, como o seu. Contudo, o actor crê que o Gabinete de Bush proibiu a investigação destes tratamentos devido à oposição da Igreja Católica.
 

 

Reeve financia trabalhos de investigação na Universidade de Wisconsin e despende cerca de 430 mil euros por ano em cuidados médicos. O actor está a apoiar neste momento um projecto de lei que poderá permitir a clonagem terapêutica e punir aqueles que levaram a cabo clonagens reprodutivas.
 

 

«Creio que poderíamos ir muito mais além com a investigação científica», referiu o actor ao The Guardian. «Há grupos religiosos como as Testemunhas de Jeová para quem uma transfusão de sangue é um pecado», recordou Reeve.
 

 

«Que aconteceria se o presidente Bush, por alguma razão, decidisse escutá-los em vez de aos Católicos, a quem realmente atendeu na altura de tomar uma decisão acerca da investigação com as células mãe?», questionou o actor.
 

 

O actor tornou pública a sua esperança de vir a recuperar os movimentos quando fizer 50 anos, que serão celebrados na próxima semana. Os médicos não estão assim tão optimistas mas na semana passada anunciaram que o Super Homem recuperou a mobilidade nos dedos das mãos e pés assim como a sensibilidade ao tacto.
 

 

Todos os dias, um terapeuta e o seu ajudante exercitam os músculos do actor durante mais de uma hora.
 

 

Fonte:Diário Digital
 

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