Sumo de beterraba diminui pressão arterial

Estudo publicado na revista “Hypertension”

18 abril 2013
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O consumo de um copo de sumo de beterraba por dia pode ajudar a diminuir a pressão arterial, sugere um estudo publicado na revista “Hypertension”.
 

O sumo de beterraba contém cerca de 0,2 g de nitrato que é convertido, no organismo, em nitrito e em óxido nítrico no sangue. O estudo refere que este gás dilata os vasos sanguíneos, tendo efeitos benéficos no fluxo sanguíneo.
 

Este estudo, levado a cabo pelos investigadores do The Barts and The London Medical School, no Reino Unido, envolveu a participação de oito mulheres e sete homens que tinham uma pressão sistólica entre 140 a 159 milímetros de mercúrio (mmHg), que não apresentavam complicações medicas e que não estavam a tomar medicamentos para o controlo da pressão arterial.
 

Os participantes foram convidados a beber 250 ml de sumo de beterraba ou água que continha uma pequena quantidade de nitrato. A pressão arterial foi monitorizada durante as 24 horas seguintes.
 

O estudo apurou que em comparação com o grupo de controlo, os participantes que tinham bebido sumo de beterraba tinham tido uma redução de cerca de 10mmHg na pressão arterial, mesmo após os níveis de nitrito em circulação terem retornado aos níveis normais. Foi verificado que este efeito foi mais pronunciado entre três e seis horas após o consumo do sumo, apesar de estar ainda presente 24 horas depois.
 

“Ficámos surpresos pela forma como uma pequena quantidade de nitrato teve um efeito tão grande. O estudo mostra que em comparação com os indivíduos saudáveis é necessário uma menor quantidade de nitrato para que ocorra uma diminuição na pressão arterial clinicamente benéfica para as pessoas que necessitam de diminuir a pressão arterial”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Amrita Ahluwalia.
 

O consumo de vegetais ricos em nitrato e noutros nutrientes essenciais pode ser uma forma acessível e pouco dispendiosa de controlar a pressão arterial. Convencer algumas pessoas a comer mais frutas e vegetais é por vezes um desafio, mas os resultados deste estudo são esperançosos, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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