Suicídio: tratamento dos pesadelos e crenças disfuncionais podem reduzir risco

Estudo publicado no “Journal of Clinical Sleep Medicine”

19 fevereiro 2013
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A insónia e os pensamentos suicidas estão associados. O estudo publicado no “Journal of Clinical Sleep Medicine” que confirma esta associação, sugere que a avaliação específica e o tratamento dos problemas de sono poderiam reduzir o risco de suicídio nos indivíduos com sintomas depressivos.
 

“A insónia e os pesadelos, que são muitas vezes confundidos e que andam lado a lado, são fatores de risco conhecidos do suicídio. Contudo, até à data, não se sabia de que forma estes dois fatores contribuíam para o suicídio”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, W. Vaughn McCall.
 

No estudo, investigadores da Georgia Regents University, nos EUA, utilizaram testes psicométricos para avaliar o estado mental de 50 indivíduos com depressão. Os participantes tinham idades compreendidas entre os 20 e os 84 anos de idade, sendo que 72% deles eram mulheres. Cerca de 56% dos pacientes tinham estado, pelo menos uma vez, envolvidos numa tentativa de suicídio.
 

Através da utilização do índice de severidade da insónia, os investigadores constataram que os participantes tinham, em média, insónias moderadas. Apesar da falta de esperança estar associada com a ideação suicida, esta não foi significativamente associada à insónia, crenças disfuncionais ou pesadelos. Contudo, estas três variáveis do sono estavam associadas com o pensamento suicida.
 

Os investigadores apuraram que quando a insónia e o pensamento suicida eram avaliados isoladamente, a insónia era, tal como esperado, um indicador do suicídio. Contudo, quando os pesadelos e as crenças disfuncionais eram incluídos no modelo estatístico, a insónia deixava de estar associada ao pensamento suicida.
 

Os autores do estudo concluem que a insónia pode conduzir um tipo muito específico de desespero, sendo este sentimento um potente fator de previsão do suicídio. “Isto é fascinante porque o que estes resultados sugerem é que foi descoberto um novo fator preditivo do suicídio”.
 

Os investigadores concluem que os pesadelos, as crenças e atitudes disfuncionais podem ser considerados novos alvos terapêuticos para a prevenção do suicídio.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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