Suécia é melhor lugar para maternidade...

... e Nigéria é o pior

19 maio 2004
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Cerca de 70 mil raparigas e um milhão de rapazes nascidos de mães jovens morrem no mundo todo a cada ano devido a complicações na gravidez e no parto, de acordo com um relatório divulgado recentemente  pelo grupo Save the Children.Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com mudanças nas políticas e nos programas, ajudando as raparigas a adiar o casamento e a gravidez e também a fornecer serviços de saúde e educação, disse o relatório «State of the World''s Mothers». «Para muitas jovens, a maternidade é uma tragédia ou mesmo uma sentença de morte» afirmou à agência de notícias Reuters, Mary-Beth Powers, assessora de saúde reprodutiva do grupo.Tanto a mãe como o bebé correm maiores riscos de sofrerem complicações durante a gravidez e o nascimento. Mas os bebés de mães adolescentes correm 50 por cento mais risco de morte antes de completar um ano do que os nascidos de mulheres acima dos 20 anos.O relatório disse que o maior risco está entre mães com 14 anos ou menos. Por exemplo, a pesquisa mostrou que no Bangladesh as mães entre os 10 e 14 anos correm cinco vezes mais risco de mortalidade do que as mães da faixa de entre 20 e 24 anos. Na África subsaariana, as raparigas  apresentam os índices mais altos de casamento e maternidade prematuros e as maiores taxas de mortalidade entre jovens mães e seus filhos, segundo o relatório.A educação limitada é causa e efeito da maternidade adolescente e com frequência as jovens mães sofrem problemas económicos e os seus filhos provavelmente repetirão o ciclo de pobreza. No mundo industrializado, os Estados Unidos têm a maior taxa de maternidade prematura -- cerca de duas vezes e meia o índice do Reino Unido e mais de 17 vezes a taxa da República da Coreia, disse o documento. O grupo recomenda medidas educativas e adaptação dos serviços de saúde para reduzir estes índices.No seu ranking de maternidade anual -- lista que classifica o bem-estar de mães e filhos --, o relatório apontou Suécia, Dinamarca e Finlândia como os melhores países, enquanto Nigéria ficou em último lugar entre os 119.Os EUA estão em 10o. na lista, que leva em consideração indicadores como mortalidade de mães, uso de contraceptivos modernos, alfabetização feminina e bem-estar de crianças.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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