Sucesso no crescimento de pelo em pele lesionada

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

03 dezembro 2018
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Uma equipa de investigadores conseguiu fazer voltar a crescer pelo em pele que tinha sido lesionada.
 
O achado de uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque Langone, EUA, permite também perceber melhor a razão pela qual o pelo ou cabelo normalmente não volta a crescer em pele que tenha sido lesionada.
 
Adicionalmente, a descoberta pode ainda conduzir, potencialmente, ao desenvolvimento de melhores fármacos para restabelecer o crescimento de pelo/cabelo.
 
Num estudo liderado por Mayumi Ito, os investigadores estudaram os efeitos de diferentes vias de sinalização sobre pele lesionada de ratinhos. Os ensaios tiveram como enfoque os fibroblastos, células segregadoras de colagénio, que é a proteína mais importante na manutenção da forma e força da pele e cabelo.
 
A equipa ativou a via de sinalização sonic hedgehog (SHH) que é utilizada pelas células para comunicarem entre si. Esta via de sinalização é muito ativa durante as primeiras fases do crescimento humano intrauterino que é quando se formam os folículos de pelo. 
 
Contudo, a via de sinalização SHH permanece estanque na pele lesionada de adultos saudáveis. Os investigadores especulam que este facto poderá explicar a razão pela qual não voltam a crescer folículos de pelo em pele nova, após uma lesão ou intervenção cirúrgica. 
 
Mayumi Ito avançou que “os nossos resultados demonstram que a estimulação dos fibroblastos através da via de sinalização SHH pode desencadear o crescimento de pelo nunca antes visto em cicatrizes”.
 
A investigadora explicou que conseguir voltar a fazer crescer cabelo em pele lesionada é uma necessidade sem resposta por parte da medicina devido à desfiguração causada por queimaduras, traumas e outras lesões em milhares de pessoas.
 
Considerava-se que a cicatrização e acumulação do colagénio, durante o processo de cicatrização da pele lesionada, eram responsáveis pela impossibilidade de recuperação do pelo/cabelo. 
 
“Agora sabemos que é um problema de sinalização em células que são muito ativas à medida que nos desenvolvemos no útero, mas menos em pele madura à medida que envelhecemos”, afirmou Mayumi Ito, acrescentando que não se evidenciaram sinais de crescimento de pelo em pele não tratada.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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