Subtipos de cancro: uma nova forma de os identificar

Estudo publicado na “Nature Methods"

18 setembro 2013
  |  Partilhar:

Investigadores americanos propõem uma nova abordagem para identificar os subtipos de cancros, baseando-se na forma como as mutações afetam os sistemas ou redes genéticas partilhadas e não nas mutações singulares que afetam cada indivíduo, dá conta um estuo publicado na “Nature Methods”.
 

Os tumores quase nunca partilham exatamente as mesmas mutações, um facto que tem confundido a comunidade científica no sentido de obter uma melhor categorização dos tipos de cancro e desenvolver tratamentos mais eficazes e específicos.
 

“A determinação dos subtipos de cancro é o passo principal da medicina personalizada. Com base nos dados do paciente estes são agrupados em subtipos, com tratamentos associados. Por exemplo um subtipo de cancro é conhecido por responder bem a um fármaco A, mas não ao B. Sem este tipo de distinção, os pacientes parecem iguais e não se tem a ideia de como tratá-los de uma forma diferenciada”, revelou, em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Trey Ideker.
 

Os avanços recentes realizados ao nível do conhecimento e da tecnologia fizeram com que fosse mais fácil e menos dispendiosa a sequenciação individual dos genomas, especialmente no tratamento do cancro, que é essencialmente uma doença genética. “Contudo, os genes são muito heterogéneos. É esta combinação, influenciada também por outros fatores, que faz com os genes mutados causem doenças como o cancro. Cada paciente oncológico é geneticamente único, o que pode afetar a eficácia e resultados dos tratamentos”, explicou investigador.
 

Os autores do estudo referem que os pacientes são geneticamente todos diferentes. Contudo, quando se analisam as vias e sistemas biológicos afetados, começam a ser possível formar grupos. Os genes não sofrem mutações nos mesmos locais, mas as mutações aparecem nas mesmas vias genéticas.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, analisaram as mutações somáticas, presentes apenas nos tumores, de pacientes com cancro do pulmão, útero e ovário.
 

Através deste tipo de programa, financiado pelo National Institutes of Health, nos EUA, foi possível catalogar o genoma de milhares de pacientes com cancro. De acordo com Trey Ideker, este tipo de abordagem tem uma utilidade clínica imediata. A sequenciação do genoma dos pacientes está a tornar-se uma prática rotineira de diagnóstico. Assim, os médicos podem utilizar este tipo de informação para adequar, refinar e melhorar os tratamentos, conseguindo desta forma personalizá-los.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.