Subtipo D do HIV conduz a progressão mais rápida da doença

Trabalho apresentado em Los Angeles

16 abril 2007
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Um estudo prolongado e longitudinal em mulheres que trabalham em bares em Mombaça, Quénia, permitiu verificar que nas infectadas com o subtipo D do HIV, a probabilidade de morte era duas vezes superior do que nas infectadas com o subtipo A. O estudo apresentado na 14ª Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, em Los Angeles, foi efectuado ao longo de seis anos.
 

 

Também foi possível observar uma taxa mais rápida de depleção de células CD4 nas mulheres infectadas com o subtipo D, atingindo-se uma diferença média de 120 células/mm3 após seis anos de infecção.
 

 

Não foi encontrada nenhuma explicação para a aparente diferença na patogenicidade, apesar do líder do estudo, Jared Baeten da Washington University, Seattle, ter referido a existência de alguns estudos indicadores de que o subtipo D alterava mais frequentemente o seu tropismo para os co-receptores CXCR4 do que outros subtipos.
 

 

A grupo de 1597 mulheres inicialmente seronegativas para o HIV foi acompanhada desde 1993 até 2004, quando se iniciaram as terapêuticas com anti-retrovirais. Foram monitorizadas mensalmente antes da seroconversão de forma a que pudesse ser totalmente definida a data da infecção. A idade média destas mulheres no início do estudo era de 18 anos. Em relação à actividade profissional, foram classificadas como prostitutas, uma vez que complementavam o seu rendimento no bar com uma média de um cliente por semana.
 

 

MNI- Médicos Na Internet

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