Substituição de antiepilépticos por medicamentos genéricos pode ser perigosa

Alerta da Sociedade Portuguesa de Neurologia

07 novembro 2011
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A substituição de antiepilépticos por medicamentos genéricos pode ser perigosa, alerta a Sociedade Portuguesa de Neurologia (SPN) declarando que as flutuações da concentração do fármaco são legais, mas podem conduzir a uma crise.
 

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SPN, Vítor Oliveira, revelou que “nada temos contra os genéricos, mas numa doença com a particularidade da epilepsia qualquer flutuação pode conduzir a uma crise epiléptica”.
 

A lei prevê que, na composição dos genéricos, a concentração do fármaco pode variar entre os 85 e os 120%. “Numa terapêutica muito precisa como a epilepsia, a flutuação de concentração pode ser suficiente para não controlar as crises”, explica o neurologista.
 

O médico chama a atenção para o facto de a epilepsia − que afecta cerca de 50 mil portugueses − ser uma doença que pode ter uma manifestação de crise despoletada por vários factores, bastando para tal uma perturbação gastrointestinal, um aumento de stress ou uma simples febre. Assim, reforça que “dada a instabilidade da doença é de evitar flutuações com os medicamentos”.
 

A SPN lembra aos profissionais a necessidade de “manter o mesmo medicamento, sempre da mesma marca”, para evitar que a toma conduza a uma crise.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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