Substituição da frutose pela glucose não traz benefícios

Estudo publicado no “Current Opinion in Lipidology”

04 fevereiro 2014
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Investigadores americanos defendem que não há nenhum benefício no que diz respeito à substituição da frutose, um tipo de açúcar associado à obesidade, pela glucose presente nos alimentos processados, refere um estudo publicado na revista “Current Opinion in Lipidology”.
 

Os investigadores do Hospital St. Michael defendem que no caso das porções e das calorias serem mantidas, a frutose não causa mais danos que a glucose.
 

“Apesar de existir alguma preocupação referente à associação entre a frutose e a obesidade, não há nada que justifique a sua substituição pela glucose”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, John Sievenpiper.
 

Tendo por base os resultados de ensaios clínicos anteriores, os investigadores compararam os efeitos da frutose e glucose contra diversos fatores de risco de saúde. O estudo apurou que o consumo da frutose poderá aumentar os níveis de colesterol total e triglicerídeos pós-prandiais, um tipo de lípido encontrado no sangue.
 

Contudo, a frutose não parece afetar, mais do que a glucose, a produção de insulina, os níveis de outros lípidos na corrente sanguínea ou marcadores da doença do fígado gordo. De facto a frutose até demonstrou ter, comparativamente com a glucose, alguns benefícios relativamente a determinados fatores de risco.
 

De acordo com John Sievenpiper alguns especialistas pensavam que a frutose causava obesidade pois esta era, comparativamente com a glucose, metabolizada de uma forma diferente. Contudo, os investigadores verificaram que quando estes dois açúcares estão presentes em níveis calóricos semelhantes, a frutose poderá promover de uma forma mais eficaz um peso corporal saudável, níveis de pressão arterial mais adequados e ainda um melhor controlo da glucose.
 

Segundo o investigador, a obesidade não é causada pelo tipo de açúcar ingerido, mas sim pelo seu consumo excessivo. “Não se trata de substituir a frutose pela glucose. Devemo-nos focar nos excessos alimentares, nos tamanhos das porções e nas calorias consumidas, estes é que são os nossos maiores problemas”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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