Substâncias anti-cancerosas descobertas em esponjas e algas

Organismos podem ajudar na luta contra a leucemia e cancro da mama

15 setembro 2004
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  Cientistas australianos estabeleceram esta semana um acordo com uma empresa farmacêutica austríaca com vista a produzir medicamentos anti-cancerosos a partir de substâncias químicas descobertas em esponjas marinhas e algas.Os investigadores do Instituto Australiano das Ciências Marinhas (AIMS) dizem que as substâncias em causa atacam as células de um ou dois tipos de cancro sem afectar as células sãs. «Descobrimos organismos em que foi identificada uma actividade potencial contra o cancro da mama ou a leucemia», anunciou Lyndon Llewellyn, um fármaco-biólogo do instituto.«Há substâncias químicas nesses organismos que matam as células. Algumas delas já foram identificadas e encontram-se numa fase pré- clínica», acrescentou.Segundo o acordo, o AIMS vai trabalhar em equipa com o laboratório austríaco Faustus com o objectivo de desenvolver estes trabalhos até à produção de medicamentos. Um responsável do AIMS referiu estarem em curso investigações semelhantes em Espanha e nos Estados Unidos, mas o projecto australiano é o mais avançado. O AIMS estuda desde os anos 80 os organismos marinhos para descobrir tratamentos anti-cancerosos e tem uma das mais vastas colecções públicas existentes de substâncias extraídas de mais de vinte mil organismos marinhos da Austrália.Fonte: Lusa

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