Substância próxima da Talidomida mata células cancerosas

Células são forçadas ao suicídio

03 fevereiro 2003
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Uma nova substância biologicamente relacionada com a Talidomida destrói células cancerosas forçando-as a cometer suicídio, indica uma investigação conduzida por uma equipa da Faculdade de Medicina do Hospital de St. George, em Tooting (Londres).
 

 

O trabalho, publicado pela revista Cancer Research, acrescenta a estudos anteriores dirigidos pela mesma equipa a demonstração de que algumas substâncias podem reduzir o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, «matando» à fome os tumores por falta de nutrientes. Ou seja, estes resultados sugerem que os novos fármacos podem ser poderosos agentes anti-cancerosos.
 

 

«Muitas das estratégias de investigação de novas drogas contra o cancro baseiam-se no estímulo da morte celular programada», sublinhou em declarações à Agência Lusa Helena Vasconcelos, investigadora do grupo de hematologia do IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto).
 

 

O Prémio Nobel da Medicina 2002 foi precisamente atribuído a três investigadores (Sydney Brenner, Robert Horvitz e John E.Sulston) que explicaram, nas décadas de 60 e 70, o processo pelo qual as células se "suicidam", um mecanismo programado e necessário a todas as espécies complexas, nomeadamente ao Homem.
 

 

Na investigação realizada no Hospital St. George, ao tentar determinar os efeitos biológicos positivos da Talidomida, foram isolados dois grupos de componentes: IMiDs (drogas imunomodeladoras) e SelCIDs (drogas inibidoras selectivas das citocinas).
 

 

A talidomida ganhou notoriedade no início da década de 60 quando os médicos descobriram que este medicamento tomado por mulheres grávidas, tentando contrariar os efeitos dos enjoos matinais, causava defeitos nos fetos. No entanto, desde essa altura tanto a talidomida como outros medicamentos semelhantes demonstraram a sua eficácia no tratamento de várias doenças incuráveis, incluindo alguns cancros.
 

 

Fonte: Lusa
 

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