Substância presente no vinho tinto poderá ajudar mobilidade nos idosos

Resultados de estudo apresentados no 244º National Meeting & Exposition EUA

22 agosto 2012
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Uma equipa de cientistas descobriu que o resveratrol, conhecido como a “molécula milagrosa”, presente no vinho tinto, poderá melhorar a mobilidade nos mais velhos, bem como prevenir quedas mortais.

 

Os resultados do estudo liderado por Jane E. Canavaugh foram recentemente apresentados a uma plateia de 14.000 cientistas, durante o 244º National Meeting & Exposition da American Chemical Society, EUA.

 

A cientista mencionou o facto de as quedas aumentarem com a idade, sendo também as principais responsáveis pela morte por ferimento entre as pessoas com idade superior a 65 anos. Para além disso, segundo a American Geriatrics Society, cerca de um em cada três norte-americanos idosos tem problemas de equilíbrio e de mobilidade.

 

Os problemas motores são particularmente comuns entre os idosos que sofrem da doença de Parkinson e de outras doenças do foro neurológico e relacionadas com a idade. Embora tenham sido desenvolvidos fármacos para minorar alguns dos problemas motores consequentes da doença de Parkinson, não existem tratamentos semelhantes para os idosos saudáveis que apresentam problemas motores e de equilíbrio. A equipa de Jane Canavaugh está precisamente empenhada em colmatar essa lacuna, debruçando-se sobre substâncias químicas naturais, como o resveratrol.

 

É neste sentido que “o nosso estudo sugere que uma substância natural como o resveratrol que pode ser obtido através de suplemento alimentar ou mesmo da própria dieta, pode realmente diminuir alguns dos problemas motores da nossa população mais velha”, defende Jane Canavaugh. “E isso iria, assim, aumentar a qualidade de vida dos mais velhos, bem como reduzir o risco de hospitalização devida a queda”, continua a cientista.

 

O estudo consistiu na observação dos efeitos do resveratrol sobre o equilíbrio e mobilidade de ratos de laboratório jovens e idosos. Os roedores seguiram uma dieta que continha resveratrol durante um período de oito semanas. Os cientistas submetiam os ratos, periodicamente, a testes sobre uma trave de malha de aço em que eram contadas as vezes em que cada roedor escorregava na trave. No início do estudo os ratos mais velhos apresentavam mais dificuldades. No entanto, na quarta semana escorregavam muito menos vezes e conseguiam igualar os ratos mais jovens.

 

Embora os resultados do estudo sejam animadores, o resveratrol apresenta alguns aspetos menos positivos, como a fraca absorção pelo organismo. Uma pessoa que pese 68kg necessitaria de consumir 700 copos de 120ml de vinho por dia para absorver uma quantidade de resveratrol suficiente que exercesse um efeito benéfico sobre o organismo. Os autores estão, assim, a investigar substâncias produzidas por humanos que possam reproduzir os efeitos do resveratrol e possam estar biologicamente mais disponíveis para o organismo.

 

A equipa encontra-se também a estudar a quantidade de resveratrol que entra no cérebro. Os cientistas acreditam que mesmo que os efeitos do resveratrol no cérebro sejam diminutos, esta pequena quantidade poderá potencialmente ser o suficiente para ajudar os mais idosos com questões motoras.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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