Substância de óleo de peixe pode prevenir diabetes

Resistência à insulina diminui com DHA

23 abril 2002
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Vários estudos publicados recentemente nos Estados Unidos revelaram uma ligação entre a alimentação rica em ácidos gordos essenciais e uma redução da mortalidade causada por episódios de aceleração (taquicardia) ou de arritmia (fibrilhação) do músculo cardíaco, responsáveis por 50 por cento de mortes em consequência de doenças coronárias e por 15 a 20 por cento por paragem cardíaca.
 

 

Agora, um novo estudo norte-americano refere que o ácido gordo, denominado ômega-3 (que podemos encontrar no óleo de peixe) parece melhorar a função da insulina em pessoas acima do peso, que estão vulneráveis à diabetes do tipo 2.
 

 

Segundo a investigação, foram necessários apenas três meses de suplementos alimentares diários com ácido docosahexaenoico (DHA) para produzir uma melhora "clinicamente significativa" na sensibilidade à insulina. Todos os participantes do estudo estavam acima do peso ideal para a sua altura.
 

 

O estudo foi liderado por Yvonne Denkins, nutricionista do Instituto de Biomédico Pennington, da Universidade de Louisiana, em Baton Rouge. E os resultados da investigação foram apresentados no passado fim-de-semana, durante a conferência anual de Biologia Experimental 2002.
 

 

Novidade importante
 

 

Cerca de nove em cada dez diabéticos têm o tipo 2 da doença, em que a incapacidade gradual do corpo em responder à insulina pode conduzir a índices perigosos de açúcar no sangue.
 

 

Estudos populacionais anteriores tinham indicam que o óleo de peixe poderia ajudar a proteger contra a diabetes. "Já foram feitos estudos epidemiológicos com os esquimós da Groenlândia, uma população que consome principalmente gordura de baleia", destacou a especialista.
 

 

Por isso, explicou a especialista, os esquimós que, em média, estão acima do peso ideal, deveriam ter diabetes e doenças cardíacas. Mas não têm. Os cientistas que os analisaram a população acreditavam que a explicação para tudo isto estava na alimentação e descobriram que era o óleo ômega-3.
 

 

Resistência à insulina
 

 

No estudo, a equipa analisou 12 homens e mulheres com excesso de peso, com idades entre 40 e 70 anos, que consumiram 1,8 grama de DHA ao pequeno almoço durante 12 semanas consecutivas. Nenhum participante tinha diabetes, mas todos sofriam de resistência à insulina - uma condição pré-diabética em que o corpo não consegue responder adequadamente à insulina.
 

 

Os participantes foram submetidos a um exame de sangue antes e depois do tratamento à base de DHA. Os investigadores detectaram, então, algumas mudanças na resistência à insulina em cada voluntário à experiência.
 

 

Ou seja, 70 por cento das pessoas apresentou uma melhora na função da insulina, e, em 50 por cento dos casos, foi uma mudança clinicamente significativa, explicou a especialista.
 

 

Alertas
 

 

No entanto, a especialista alerta todos os que apresentem problemas de saúde relacionados com a diabetes para não substituir a medicação por nenhum suplemento alimentar, incluindo óleo de peixe. E ressalta que as conclusões do estudo ainda são preliminares.
 

 

«As pessoas que estejam a pensar aumentar o consumo de óleo de peixe devem antes consultar o médico, especialmente se estão a ser tratadas contra alguma doença cardiovascular», acrescentou a responsável à Reuters.
 

 

É bastante comum que os especialistas em nutrição recomendem uma ingestão diária de 0,6 grama de ácidos gordos ômega-3, preferencialmente de peixes, ou, em vez disso, duas refeições por semana de peixe de águas frias, como o arenque, cavala ou salmão.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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