Subnutrição ultrapassa obesidade

Alerta da Organização para a Alimentação e Agricultura

05 junho 2013
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A subnutrição afeta 12,5% da população mundial, apesar do custo social do excesso de peso e da obesidade quase duplicar nos últimos 20 anos, alertou a Organização para a Alimentação e Agricultura.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o relatório anual daquela agência da ONU (FAO, na sigla em inglês) conclui que 12,5% da população mundial ingere calorias a menos, o que representa apenas uma fração do peso global da malnutrição, que inclui a subnutrição, as deficiências de micronutrientes e o excesso de peso e obesidade.
 

A FAO estima que 26% das crianças do mundo tenham baixo peso, que 2.000 milhões de pessoas sofram de deficiências de um ou mais micronutrientes e que 1,4 mil milhões de pessoas tenham excesso de peso, 500 milhões dos quais são obesos.
 

"Os custos sociais e económicos da malnutrição são imoralmente altos, atingindo talvez 3,5 biliões de dólares por ano, ou 500 dólares por pessoa globalmente", alerta o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, no prefácio do relatório.
 

Apesar de o custo social da subnutrição materna e infantil ter diminuído para quase metade nas últimas duas décadas, enquanto o excesso de peso e a obesidade quase duplicaram no mesmo período, o primeiro mantém-se "de longe o maior problema", refere o relatório da FAO.
 

Assim, o custo social da subnutrição materna e infantil é quase o dobro do custo do excesso de peso e obesidade nos adultos, informa o documento. No futuro imediato a prioridade para a comunidade global deve continuar a ser a subnutrição e as deficiências de micronutrientes.
 

"O desafio para a comunidade global é, portanto, continuar a combater a fome e a subnutrição enquanto se previne ou inverte a emergente obesidade”, revelou Graziano da Silva.
 

Embora o desafio seja grande, o retorno do investimento neste objetivo seria elevado. De acordo com o relatório da FAO reduzir as deficiências micro nutricionais das crianças resultaria em mais saúde, menos mortalidade infantil e mais rendimentos futuros, com um rácio de custo-benefício de quase um para 13.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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