Stresse atinge todos por igual

Conflitos laborais são uma das causas da doença

21 outubro 2002
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O stresse não é uma doença exclusiva de médicos, professores e controladores aéreos. Pedreiros e operários estão também expostos a esta doença da civilização, apenas não existem estudos que o permitam aferir com a mesma certeza. "Um pedreiro pode sentir, no decorrer do seu trabalho, tanto ou mais stresse que um médico ou um professor", disse Manuela Calado Correia, representante do Instituto Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho (IDICT) na Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, em declarações à agência Lusa.
 

 

O resultado da falta de informação que permita definir com clareza quais as profissões mais stressantes em Portugal deriva, na opinião da especialista, da realização de inquéritos sobre o tema somente em determinadas profissões (médicos, professores, controladores de tráfego aéreo, bancários e delegados de informação médica).
 

 

"É uma matéria transversal. O stresse nem sequer se limita aos subordinados, já que também a entidade patronal é sujeita e apresenta sinais de stresse, sem que, muitas vezes, o identifique como tal", adiantou Manuela Calado Correia. No entanto, "está precisamente nas mãos da entidade patronal a possibilidade de dirimir os factores de stresse no trabalho", como sejam as condições (ou falta delas) em que os trabalhadores laboram, a sua organização e método.
 

 

Os conflitos entre trabalhadores e hierarquias são, também, apontados como grande fonte de stresse, o qual se exprime de diferente forma consoante a pessoa afectada. Manuela Calado Correia não tem dúvidas de que a entidade patronal "ainda não está devidamente sensibilizada para as causas e efeitos do stresse no meio laboral". Estas e outras questões irão ser abordadas, na Semana Europeia 2002, contra o stresse no trabalho, mediante a realização de seminários em várias cidades portuguesas.
 

 

Fonte: Jornal de Notícias
 

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