Stress torna o metabolismo mais lento

Estudo publicado na revista “Biological Psychology”

21 julho 2014
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O stress a que as mulheres são expostas no dia anterior a ingerirem uma refeição rica em gordura pode abrandar o metabolismo do organismo e potencialmente conduzir ao ganho de peso, sugere um estudo publicado na revista “Biological Psychology”.
 

Neste estudo, os investigadores da Universiadde Estatal de Ohio, nos EUA, contaram com a participação de 58 mulheres com uma média de 53 anos de idade. Vinte e quatro horas antes de ingerirem uma refeição com elevado teor de gordura foram-lhes fornecidas três refeições padronizadas. Após estas refeições, as participantes fizeram um jejum de 12 horas.  
 

No dia seguinte as mulheres preencheram vários questionários para avaliação da presença de sintomas depressivos e de eventos stressantes a que tinham sido expostas no dia anterior. Foram também recolhidos dados referentes aos seus hábitos de atividade física. Trinta e uma das participantes disse ter sido exposta a pelo menos um evento stressante no dia anterior, nomeadamente discussão com colegas de trabalho ou companheiro, desentendimentos com algum amigo, problemas com as crianças ou pressões sentidas no ambiente laboral.
 

Após recolha de todos estes dados, as mulheres ingeriram uma refeição que continha 930 calorias e 60 gramas de gordura, o equivalente à ingestão de uma hamburger duplo e batatas fritas. Vinte minutos após esta refeição, a taxa metabólica das mulheres foi avaliada a cada hora, ao longo de sete horas. Foram também medidos os níveis de açúcar, triglicerídeos, insulina e a hormona do stress o cortisol.
 

O estudo apurou que as mulheres expostas a um ou mais eventos stressantes no dia anterior queimavam, nas sete horas seguintes à refeição, menos 104 calorias do que aquelas que não tinham vivido nenhum momento stressante. Ao fim de um ano esta diferença pode ser traduzida num aumento de cerca de 5kg.
 

As mulheres submetidas a eventos stressantes também apresentavam níveis mais elevados de insulina, que contribui para um maior armazenamento de gordura e menos oxidação desta
 

“Estes resultados significam que, ao longo do tempo, o stress pode conduzir ao ganho de peso”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Janice K. Kiecolt-Glaser
 

Os investigadores sentem-se um pouco relutantes em estender estes resultados aos homens, uma vez que estes tendem a ter mais músculo que as mulheres, o que afeta a taxa metabólica. Mas estes achados dão mais motivos para ter por perto comida saudável.
 

“Nem sempre podemos prever quando vamos ser expostos a uma momento stressante, mas podemos ter alternativas saudáveis nos frigóricos ou armários, para sempre que este tipo de momentos ocorram, podermos ingerir algo saudável em detrimento de uma alternativa calórica”, conclui a líder do estudo, Martha A. Belury.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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