Stress pós-traumático diagnosticado em segundos

Estudo publicado no “Journal of Neural Engineering”

02 fevereiro 2010
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Um teste que demora apenas um minuto e que mede pequenas flutuações magnéticas no cérebro diagnosticou pacientes com stress pós-traumático com uma precisão de 90%, segundo um estudo publicado no “Journal of Neural Engineering” e citado pela BBC.

 

Os sinais cerebrais surgem como uma sinfonia de impulsos eléctricos que produzem pequenos campos magnéticos. Estes têm sido medidos e mapeados, num processo designado por magnetoencefalografia, desde o final da década de 60.

 

Neste estudo, o investigador Apostolos Georgopoulos, da University of Minnesota, nos EUA, desenvolveu a abordagem das interacções neuronais sincrónicas (INS) para conseguir distinguir matematicamente os milhares de sinais da magnetoencefalografia.

 

Nesta investigação, os cientistas tiveram como objectivo verificar a precisão desta abordagem no diagnóstico do stress pós-traumático.  A equipa recrutou 74 militares veteranos de guerra já diagnosticados com esta patologia e 250 outras pessoas que serviram de grupo de controlo. Foi-lhes pedido que olhassem para um ponto (numa espécie de relaxamento) durante cerca de um minuto, enquanto os seus sinais magnéticos eram recolhidos.

 

Nesta medição do cérebro “em descanso”, a abordagem dos sinais emitidos pelas INS demonstrou uma eficácia de 90% na identificação dos indivíduos com stress pós-traumático.

 

Em 2007, a equipa liderada por Apostolos Georgopoulos já tinha demonstrado que os sinais das INS permitem distinguir doentes com esclerose múltipla, Alzheimer, esquizofrenia e alcoolismo crónico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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