Stress pós-traumático atinge mais as mulheres acima dos 50 anos

Estudo publicado no “Annals of General Psychiatry”

12 agosto 2010
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O stress pós-traumático atinge mais as mulheres idosas, revela um estudo publicado na revista “Annals of General Psychiatry”.
 

Para este estudo, os investigadores da University of Southern Denmark e da Odense University Hospital, na Dinamarca, contaram com a participação de 6.548 indivíduos para investigar as diferenças na ocorrência de transtorno de stress pós-traumático, uma síndrome, associada aos transtornos de ansiedade, que é causada pela exposição a uma situação traumática ao longo da vida dos homens e das mulheres.
 

Um dos autores do estudo, Ask Elklit, revelou à EurekAlert que "hoje as pessoas vivem mais anos do que em gerações anteriores, por isso, as consequências negativas das experiências traumáticas podem afectá-las durante um período de tempo mais longo. Assim, é necessário ter em atenção o risco de desenvolvimento de transtorno de stress pós-traumático ao longo das diferentes fases da vida".
 

Os investigadores constataram que a prevalência do transtorno de stress pós-traumático foi de 21,3% e que esta síndrome era, tal como esperado, duas vezes mais comum nas mulheres do que nos homens. Para além disso, os investigadores determinaram também que os homens e as mulheres atingiam o pico do risco de desenvolvimento de transtorno de stress pós-traumático em diferentes décadas das suas vidas: enquanto os homens estavam mais vulneráveis a desenvolver esta síndrome entre os 41 e os 45 anos, as mulheres desenvolviam-na mais entre os 51 e os 55 anos.
 

Ask Elklit conclui que “esta diferença é de particular interesse e necessita de ser mais investigada para se conseguir encontrar explicações mais completas para este efeito.”

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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