Stress pode ser a explicação de muitos abortos espontâneos

Hormonas são as responsáveis

24 janeiro 2005
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O stress pode ser o responsável por muitos dos abortos espontâneos, revelou um estudo publicado no semanário científico britânico «New Scientist».
 

 

A investigação efectuado em ratinhos e seres humanos por cientistas alemães concluiu que o stress liberta uma enxurrada de hormonas que provocaria o aborto espontâneo.
 

 

Em ratinhos, a exposição a altos níveis de ruído teve como resposta a subida dos níveis de cortisol, a hormona que fornece a progesterona, vital para manter uma gravidez saudável.
 

 

A progesterona é necessária para «desligar» o sistema imunitário com o objectivo de não atacar as células da placenta e do feto como se fossem organismos hostis ao corpo.
 

 

Níveis menores de progesterona causam a descida dos níveis de um factor bloqueador denominado PIBF, que ajuda a enviar sinais para o sistema imunitário de modo a tolerar o habitante do útero.
 

 

Dirigida por Petra Arck, do hospital Charite --subordinado à Universidade Humboldt de Berlim--, a equipa também mediu os níveis de stress e hormonas em 864 mulheres grávidas.
 

 

As voluntárias doaram amostras de sangue, que foram analisadas tendo em vista os níveis de progesterona e PIBF, e também preencheram questionários onde auto-avaliavam a sua própria percepção de stress.
 

 

As 55 mulheres que sofreram aborto espontâneo informaram ter mais stress que as outras e também tiveram níveis menores de progesterona e PIBF no sangue, concluíram os cientistas.
 

 

Se as descobertas forem confirmadas, irá mudar a visão médica actual sobre as causas típicas do aborto espontâneo. Convencionalmente, os médicos culpam a má-formação fetal ou a doença materna para a expulsão do feto. Mas Arck acredita que administrar progesterona a mulheres stressadas pode ajudar a combater o aborto espontâneo.
 

Segundo o artigo, a tese já se confirmou em ratos, e dentro em breve Arck espera tentar tratar mulheres grávidas stressadas.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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