Stress no trabalho e insónia são mais perigosos do que parece

Estudo publicado na “European Journal of Preventive Cardiology”

02 maio 2019
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Ter stress no trabalho, problemas com sono e ser hipertenso são uma combinação mais perigosa do que se pensava.
 
Com efeito, um estudo conduzido pelo Centro de Investigação Alemão para a Saúde Ambiental e a Faculdade de Medicina da Universidade Técnica de Munique, Alemanha, indicou que aquela combinação está associada a um risco triplo de morte por problema cardiovascular.
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram 1.959 trabalhadores hipertensos com 25 a 65 anos de idade, sem doenças cardiovasculares ou diabetes, que foram seguidos durante quase 18 anos.
 
Durante o período de acompanhamento, em relação aos trabalhadores que não tinham stress no trabalho e que dormiam bem, os que tinham stress e problemas de sono apresentavam uma propensão de morte por doença cardiovascular três vezes superior.
 
Os trabalhadores que tinham stress no trabalho apenas, apresentavam um risco 1,6 superior de morte por doença cardiovascular, enquanto que os que dormiam mal apresentavam um risco 1,8 superior.
 
No decorrer dos quase 18 anos, o risco absoluto de morte relacionada com transtorno cardiovascular nos trabalhadores hipertensos aumentou por cada doença adicional. 
 
Os trabalhadores que sofriam de stress no trabalho e de problemas de sono apresentavam um risco absoluto de 7,13 por cada 1.000 pessoas-anos em comparação com 3,05 por 1.000 pessoas-anos nos que não sofriam de stress no trabalho e que dormiam bem.
 
Os riscos absolutos para apenas stress no trabalho ou problemas de sono foram de 4,99 e 5,95, respetivamente, por 1.000 pessoas-anos.
 
“O sono deveria ser uma altura para recreação, descontração e recuperação dos níveis de energia. Se temos stress no trabalho, o sono ajuda-nos a recuperar. Infelizmente, os problemas de sono e o stress no trabalho surgem frequentemente de mãos dadas e, quando combinados com hipertensão, o efeito é ainda mais tóxico”, comentou Karl-Heinz Ladwig, autor do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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