Stress não aumenta risco de esclerose múltipla

Estudo publicado na revista “Neurology”

03 junho 2011
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Embora o stress possa agravar os sintomas da esclerose múltipla (EM), na verdade, não aumenta o risco de aparecimento da doença, indica um novo estudo da Universidade de Bergen, na Noruega, publicado na revista “Neurology”.

 

Para o estudo, os investigadores acompanharam dois grupos, cada um com mais de cem mil enfermeiras, dos 24 aos 55 anos, do Nurses Health Study, em duas épocas diferentes. Para os testes, os participantes foram questionados sobre os seus níveis de stress, tanto em casa como no trabalho, bem como qualquer stress decorrente de abuso físico e sexual na infância. Depois de terem em conta outros factores como idade, etnia e tabagismo, os investigadores verificaram que o stress não aumentou o risco de as mulheres desenvolverem esclerose múltipla.

 

A investigação também concluiu que o risco de esclerose múltipla é particularmente elevado em mulheres jovens.
No artigo, os cientistas referem que estas descobertas podem ajudar a orientar futuras investigações sobre as causas específicas da doença. "Isso elimina o stress como um factor de risco principal para a esclerose múltipla. Entretanto, futuras investigações podem focar-se em medidas repetidas e mais refinadas de avaliar a interferência do stress na doença", disse, em comunicado de imprensa, o autor do estudo, Trond Riise.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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