Stress na infância afeta resposta do cérebro à recompensa

Estudo publicado na revista “Social Cognitive and Affective Neuroscience”

22 outubro 2015
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Investigadores americanos identificaram de que forma o stress na infância afeta a atividade cerebral e como este está associado ao risco de depressão e a outros problemas mentais na idade adulta, dá conta um estudo publicado na revista “Social Cognitive and Affective Neuroscience”.
 
Vários estudos associaram o stress no início da vida a problemas mentais na idade adulta, embora pouco se conheça sobre as razões desta associação. Neste estudo, os investigadores da Universidade de Duke, nos EUA, utilizaram ressonâncias magnéticas funcionais para analisarem a ligação entre o stress no início da vida e a atividade cerebral associada à recompensa nos adultos.
 
O estudo focou-se nos níveis de stress a que 72 indivíduos que tinham sido expostos quando frequentavam o jardim-de-infância. Aos 26 anos, os participantes completaram um jogo para avaliar de que forma os cérebros processavam as recompensas e o feedback positivo. Os investigadores focaram-se na atividade associada à recompensa numa área do cérebro conhecida como corpo estriado ventral, que foi medida através de ressonâncias magnéticas funcionais.
 
O estudo apurou que o stress, especialmente em crianças no jardim-de-infância e até ao terceiro ano do ensino básico, foi fortemente associado a respostas ligeiras a recompensas na idade adulta. Estudos anteriores identificaram este tipo de atividade cerebral como um marcador para o risco aumentado de depressão e ansiedade.
 
“Os participantes com maiores níveis de stress na infância apresentam os níveis mais baixos de atividade no corpo estriado ventral em resposta a uma recompensa. Acreditamos que a atividade do corpo estriado ventral associada a uma recompensa é um marcador importante da saúde mental”, revelou, em comunicado, um dos autores do estudo, Jamie Hanson.
 
Estudos anteriores focaram-se no processamento da ameaça e de emoções negativas após o stress na infância. Na opinião do investigador, a produção de emoções positivas pode potencialmente atenuar alguns dos efeitos do stress.
 
Os autores do estudo concluem que existem vários eventos stressantes no início da vida que podem afetar o risco de uma criança crescer ou não com problemas mentais. Para os investigadores, estudos futuros nesta área poderão conduzir ao desenvolvimento de novas intervenções que irão ajudar a impedir problemas de saúde mental resultantes do stress na infância.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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