Stress na adolescência prejudica saúde cardiovascular mais tarde

Estudo publicado na revista “Heart”

18 março 2015
  |  Partilhar:
Quanto menos resiliência os adolescentes têm em lidar com o stress, maiores as probabilidades de virem a desenvolver doença cardíaca coronária numa altura posterior da vida, atesta um estudo recente.
 
O estudo, que teve por base uma análise efetuada a homens suecos, demonstrou igualmente que o exercício físico não conseguiu reverter o aumento do risco cardiovascular nos homens que tinham tido tendência para o stress durante a adolescência.
 
Entre 1987 e 2010 foram verificados 10.581 diagnósticos de doença cardíaca em pacientes simultaneamente registados nos serviços nacionais de saúde suecos, e na lista de conscrição militar, obrigatória para homens de 18 e 19 anos, nascidos entre 1952 e 1956. 
 
Os registos continham informação detalhada da capacidade psicológica dos homens na adolescência, apurada a partir de entrevistas com psicólogos que pretendiam avaliar a capacidade de resiliência ao stress, a forma de lidarem com o nervosismo e a predisposição para a ansiedade durante o serviço militar. 
 
Os resultados das entrevistas permitiram aos investigadores agrupar os homens em três classes diferentes relativamente à forma de lidarem com o stress na adolescência: pouca resiliência ao stress, resiliência média e resiliência elevada ao stress.
 
Foram encontrados os seguintes índices de doença cardíaca coronária (DCC) por mil pessoa-anos associados a cada perfil de resiliência ao stress: pouca resiliência ao stress: 2,6 incidências; resiliência média: 2,0 casos; resiliência elevada: 1,6 casos de DCC.
 
Embora uma boa forma física tivesse sido também associada a um risco diminuído de DCC, a pouca resiliência ao stress fez aumentar aqueles índices. Adicionalmente, os adolescentes que apresentavam na idade adulta uma maior predisposição para DCC, demonstravam estar em pior forma física. 
 
Para além dos resultados mencionados, os autores acrescentam ainda que “os nossos resultados sugerem que a boa forma física varia de acordo com a resiliência ao stress e que o efeito protetor da boa forma física na adolescência é diminuída ou eliminada em quem possui pouca resiliência ao stress”. Sendo assim, sugerem que uma prevenção eficaz da DCC deverá incluir não só a boa forma física, mas também técnicas de ultrapassar o stress.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.