Stress em idade escolar: como o controlar?

Estudo publicado no “British Journal of Psychiatry”

26 junho 2013
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A atenção plena (do inglês, mindfulness), um treino mental que desenvolve a atenção sustentada que pode modicar a forma de pensar, agir ou sentir, poderá reduzir os sintomas de stress e depressão e promover o bem-estar das crianças em idade escolar, sugere um estudo publicado no “British Journal of Psychiatry”.
 

Com a época de exames a decorrer em cheio , as crianças e adolescentes estão sujeitos a níveis mais elevados de stress do que em qualquer outra época do ano. Alguns estudos têm sugerido que as abordagens baseadas na atenção plena são eficazes no aumento da saúde mental e bem-estar dos adultos. Contudo, poucos foram os estudos que avaliaram a sua eficácia entre os jovens.
 

Assim, neste estudo os investigadores da University of Exeter, em associação com a University of Oxford, University of Cambridge e o Mindfulness in Schools Project, contaram com a participação de 522 estudantes que tinham idades compreendidas entre 12 e 16 anos. Cerca de metade dos estudantes participaram num programa que abordava o ensino da atenção plena. A outra metade dos participantes foi incluída no grupo de controlo.
 

Todos os estudantes foram acompanhados ao longo de três meses, tendo o período final de acompanhamento coincidido com os exames de verão, altura em que os estudantes estão sujeitos a elevados níveis de stress.
 

Os investigadores, liderados por Willem Kuyken, constataram que os adolescentes que participaram no programa apresentavam menos sintomas depressivos, menos stress e maior bem-estar comparativamente com aqueles incluídos no grupo de controlo. Cerca de 80% dos estudantes disse continuar, nove semanas após a finalização do programa, a utilizar os conceitos aprendidos.
 

“Esta é uma descoberta muito importante, uma vez que os sintomas depressivos podem prejudicar o desempenho escolar, sendo estes também um fator de risco para o desenvolvimento da depressão na idade adulta”, revelou, em comunicado de imprensa, o investigador.
 

De acordo com uma das autoras do estudo, Katherine Weare, estes resultados podem ser bastante interessantes para as escolas que estão a tentar encontrar formas simples e rentáveis de promover a resiliência dos alunos.
 

“Este estudo apoia a noção de que este tipo de abordagem pode aumentar o bem-estar psicológico dos alunos, e não apenas daqueles que têm sintomas associados a problemas de saúde mental comuns. O bem-estar psicológico tem sido associado a uma melhor aprendizagem, relações sociais, resultados académicos, assim como o aumento do bem-estar pode melhorar vários aspetos do contexto escolar”, conclui Felicia Huppert da University of Cambridge, no Reino Unido.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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