Stress elevado reduz risco de cancro

Estudo apresenta dados inéditos

13 dezembro 2005
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Altos níveis de stress podem diminuir os riscos de cancro da mama em mulheres, segundo cientistas dinamarqueses. Os resultados desse estudo - publicado no British Medical Journal - contradizem investigações anteriores, as quais indicam que o stress dobra o risco do aparecimento da doença. De acordo com os investigadores, doses regulares de stress podem fazer bem, mas um surto agudo e curto de stress, originado por um acontecimento da vida, como o luto, faz mal. O estudo teve como base a análise feita a mais de sete mil mulheres na Dinamarca, entre 1981 e 1983. Segundo os especialistas, a pesquisa não esclareceu, no entanto, se o stress é ou não um factor importante entre os riscos de cancro da mama. No início do estudo, os investigadores perguntaram às mulheres sobre os níveis de stresse a que normalmente eram submetidas no dia-a-dia, classificando os resultados como baixo, médio e elevado. O stress foi definido como tensão, nervosismo, impaciência, ansiedade ou falta de sono. Os cientistas investigaram a situação dessas mulheres 18 anos depois e constataram que 251 delas tinham contraído cancro da mama. Os autores do trabalho também constataram que as mulheres que tinham informado ter altos níveis de stress tinham 40% menos probabilidades de desenvolver a doença, em comparação com aquelas que apontavam baixos níveis de stress. Para cada aumento no nível de stress, numa escala de seis níveis, as mulheres tinham 8% menos probabilidades de desenvolver a doença. MNI-Médicos Na Internet

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