Stress e depressão dificultam eliminação do vírus do papiloma humano

Estudo da Universidade da Califórnia

05 maio 2016
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O stress e a depressão desempenham um papel importante na eliminação da infeção pelo vírus do papiloma humano (VPH) que está associado ao desenvolvimento do cancro do colo do útero nas mulheres, defende um estudo apresentado na reunião anual das Sociedades Académicas Pediátricas.
 

No estudo, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, acompanharam, a partir de 2000, 333 mulheres que tinham em média 19 anos. Ao longo do período de acompanhamento de 11 anos, as participantes testaram a presença do VPH a cada seis meses.
 

Aos 28 anos, as mulheres também completaram um questionário sobre o stress que sentiam, como lidavam com este e se estavam deprimidas. As respostas foram comparadas com a persistência (teste positivo) ou eliminação da infeção pelo VPH.
 

O estudo apurou que as mulheres que tinham adotado estratégias destrutivas devido ao stress, como consumo de álcool, tabagismo ou consumo de drogas eram mais propensas a ter uma infeção pelo VPH ativa. Adicionalmente, as participantes com depressão ou que se apercebiam que eram alvo de muito stress eram mais suscetíveis de ter uma infeção pelo VPH persistente.
 

Anna-Barbara Moscicki, uma das autoras do estudo, refere que já há algum tempo que os investigadores tinham associado o stresss psicológico a efeitos nefastos para a saúde. Estudos anteriores demonstraram nomeadamente que o stress poderia conduzir a um maior número de surtos do vírus herpes nos indivíduos afetados e piorava os resultados clínicos das pessoas com cancro.
 

Uma das teorias propostas é que o stress pode estar associado a um distúrbio da resposta imunitária, uma teoria apoiada por estes novos achados. Em estudos futuros os investigadores vão tentar determinar se os marcadores inflamatórios do colo do útero estão associados ao stress.
 

Na opinião da investigadora, este estudo sugere que as mulheres infetadas com o VPH deveriam ser alertadas para o facto de a redução do stress ajudar a eliminar a infeção e que, pelo contrário, o consumo de álcool e tabaco pode dificultar a eliminação deste vírus.

 

“As infeções pelo VPH são a causa do cancro do colo do útero. Contudo, as infeções pelo VPH são extremamente comuns e apenas as poucas infeções que continuam após a infeção inicial estão em risco de desenvolver cancro do colo do útero. Isto é alarmante uma vez que estas mulheres adquirem a infeção persistente na adolescência”, concluiu Anna-Barbara Moscicki.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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