Stress e acidente vascular cerebral não estão associados

Estudo publicado na “Stroke”

10 maio 2010
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Um novo estudo sugere que, ao contrário do que se pensava, não há nenhuma relação entre o stress e um maior risco de sofrer um tipo de acidente vascular (AVC) particularmente mortal.

 

No estudo, publicado na “Stroke”, foi analisada a associação entre factores de stress e o risco de hemorragia subaracnóidea, um tipo de ataque causado pela ruptura de um vaso sanguíneo formando uma acumulação de sangue no espaço entre o cérebro e a camada que o rodeia, espaço subaracnóideo. Este tipo de ruptura pode ocorrer após exercício físico súbito, durante a prática de exercício ou actividade sexual, revelam os autores do estudo.

 

No entanto, ainda não está perfeitamente definido se as experiências stressantes estão associadas a um maior risco de AVC. De forma a clarificar este assunto, investigadores da University of Sydney, na Austrália, contaram com a participação de 388 sobreviventes de hemorragia subaracnóidea. Estes foram questionados sobre as suas experiências stressantes sentidas um mês ou um ano antes do AVC. O estudo focou-se em 12 tipos de factores de stress que incluíram a morte de familiares ou amigos, perda de emprego ou ser vítima de crime.

 

As respostas dos sobreviventes foram comparadas com as de 473 participantes, com a mesma idade, que nunca tinham sofrido uma hemorragia subaracnóidea.

 

Os investigadores concluíram que a maioria das situações de stress não estavam associadas a um maior risco de sofrer hemorragia subaracnóidea. Relativamente às situações vividas um mês antes do AVC, dois factores de stress - problemas financeiros ou jurídicos - foram associados a um maior risco, sendo que 10% dos sobreviventes relataram um problema financeiro ou jurídico ocorrido no mês anterior, contra 4% do grupo de controlo.

 

Contudo, quando os investigadores avaliaram factores como elevada pressão arterial, fumar e beber, verificaram que a relação com o risco de hemorragia subaracnóidea foi pouco significativa.

 

O estudo revelou ainda que houve uma associação entre a hemorragia subaracnóidea e o facto de o indivíduo em questão ter sido vítima de agressão física no ano anterior. Por outro lado, para as pessoas que tiveram um familiar ou amigo doente no ano anterior houve uma diminuição no risco de hemorragia subaracnóidea.

 

Em comunicado de imprensa, o líder da investigação, Craig S. Anderson, revelou que os resultados deste estudo “mostraram claramente que os acontecimentos stressantes não constituem um factor de risco importante para a hemorragia subaracnóidea”. Em termos de prevenção, as pessoas devem evitar factores de risco para a hemorragia subaracnóidea, que incluem o tabagismo e hipertensão arterial, acrescentou o investigador.

 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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