Stress crónico e depressão diminuem hormona da longevidade

Estudo publicado na revista “Translational Psychiatry”

22 junho 2015
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As mulheres que vivem sob stress crónico têm níveis significativamente mais baixos de uma hormona, a Klotho, que regula o envelhecimento e aumenta a capacidade cognitiva, dá conta um estudo publicado na revista “Translational Psychiatry”.
 

Os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, também constataram que as mulheres com sintomas depressivos apresentavam níveis ainda mais baixos da hormona, do que aquelas que estavam sob stress mas não tinham este tipo de sintomas.
 

“O nosso estudo sugere que a Klotho, que se sabe ser muito importante para a saúde, pode ser a ligação entre o stress crónico e doença prematura e morte”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo”, Aric Prather.
 

Através de estudos realizados em animais, os investigadores já tinham previamente constatado que quando a Klotho ficava afetada, promovia sintomas de envelhecimento, tais como o endurecimento das artérias e a perda de músculo e osso, e quando a Klotho era mais abundante, os animais viviam mais tempo.
 

Em estudos anteriores os investigadores já tinham igualmente demonstrado que uma variante genética, presente numa em cada cinco pessoas, estava associada a níveis aumentados de Klotho na corrente sanguínea, melhor função cognitiva e um córtex pré-frontal maior. Os portadores desta variante também tendem a viver mais tempo e apresentam taxas mais baixas de doenças associadas à idade. Verificou-se que o aumento da Klotho em ratinhos aumentou a sua capacidade cognitiva, bem como a sua resiliência a toxinas associadas à doença de Alzheimer. Estes dados sugeriram assim que a Klotho poderia ter um papel terapêutico no cérebro.
 

No estudo atual, os investigadores contaram com a participação de 90 mulheres com níveis elevados de stress e 88 mulheres controlo, a maioria das quais tinham entre 30 a 40 anos e eram saudáveis. Apesar de se saber que os níveis de Klotho diminuem com a idade, este declínio ocorreu apenas nas mulheres com níveis elevados de stress. As participantes com níveis baixos de stress não tiveram uma redução significativa nos níveis de Klotho com o envelhecimento.
 

“O stress crónico está associado a maiores risco de desenvolvimento de doenças no envelhecimento, como doença cardiovascular e de Alzheimer. É importante descobrir se níveis mais elevados da Klotho podem beneficiar a saúde física e mental à medida que envelhecemos. Se assim for, a terapêutica ou as intervenções no estilo de vida que aumentam a hormona da longevidade poderiam ter um grande impacto na vida das pessoas”, conclui a líder do estudo, Dena Dubal.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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