Stress afecta neurónios durante semanas
29 janeiro 2002
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Se vive em permanente stress ou se está a passar por um período com os nervos à flor da pele, tenha cuidado. Segundo cientistas israelitas, até mesmo períodos relativamente curtos de stress podem provocar alterações que deixam as células cerebrais hipersensíveis durante várias semanas.
 

 

A equipa que apresentou o trabalho na revista Science informaram que estão a tentar descobrir a origem das doenças causadas pelo stress traumático. As experiências foram realizadas com ratos e ainda estão muito longe de provar se os neurónios humanos reagem da mesma forma.
 

Entretanto, este trabalho tem gerado interesse junto da comunidade científica que se esforça para estudar o stress traumático causado após os atentados terroristas de 11 de Setembro.
 

 

Situações traumáticas
 

 

Qualquer pessoa que viveu algum tipo de situação traumática sabe muito bem como pode ficar antes e depois do episódio trágico. Tremores no corpo, vómitos ou fuga são algumas das respostas a situações dolorosas que nos cruzam pela vida. Mas estes sintomas são afinal modos de resposta do cérebro para se proteger contra futuros traumas, aprendendo com a própria experiência.
 

 

Em algumas pessoas, no entanto, este mecanismo de protecção pode ir mais longe, levando a uma grande ansiedade, pesadelos e lembranças persistentes da experiência, conhecidos como distúrbio pós-traumático de stress.
 

Até ao momento, ninguém sabe como se consegue alterar uma reacção normal de stress para uma resposta exagerada.
 

 

Para o cientista Hermona Soreq, líder da equipa da Universidade Hebraica, apontaram na revista Science que um importante elemento é uma proteína cerebral conhecida como acetylcholinesterase, ou AChE, que tem um importante papel na passagem de informação de um neurónio para outro.
 

 

A secreção de uma versão anormal da proteína AchE, causada por uma situação de stress traumático no caso dos ratos, provocou um nível de hipersensibilidade nos neurónios. No teste elaborado em ratinhos, os cientistas descobriram que os altos níveis de actividade eléctrica duraram várias semanas.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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