Status social é elixir da juventude

Teoria de um epidemiologista

22 junho 2004
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 A posição social de uma pessoa pode ser mais importante para a longevidade que a sua alimentação ou o seu estado de saúde, segundo um livro será lançado em Agosto no Reino Unido. Michael Marmot, o autor e professor de epidemiologia e saúde pública da University College London, tem vindo a estudar as diferenças na esperança de vida há quase 30 anos.Neste livro, «Status Syndrome» («Síndrome do Status»), Marmot defende que a saúde e a duração da vida são bastante influenciadas pelas conquistas que cada um realiza.Assim, segundo ele, uma pessoa que concluiu um doutoramento vive mais que aquelas com mestrado, que, por sua vez, têm uma vida mais longa que quem obteve apenas o curso superior.Estudos realizados por Marmot também mostram que os actores que ganharam o Óscar vivem uma média de três anos mais que aqueles que foram nomeados, mas perderam o prémio.Nos anos 60, Michael Marmot realizou o que hoje é conhecido como Estudo Whitehall, em que analisou a saúde dos funcionários públicos de Londres.Na ocasião, descobriu que quanto melhor era o posto de cada um, melhor o estado de saúde. «Claro que uma boa posição na sociedade ajuda a ter uma saúde melhor», afirma o especialista, acrescentando que os que estão no topo vivem mais.Para Marmot, a posição hierárquica é influenciada por dois factores: o quanto uma pessoa controla a própria vida e o papel que desempenha na sociedade.«Os cuidados médicos, o fumo e a alimentação são importantes, mas apenas parte da história», afirmou. Segundo o professor, factores económicos têm um impacto pequeno. «Mais dinheiro não significa mais saúde», disse Marmot, argumentando que em países relativamente pobres, como Grécia e Malta, apresentam taxas de esperança de vida mais alta do que em nações ricas, como o Reino Unido e os Estados Unidos.O Japão é, actualmente, o país com maior expectativa de vida --81,3 anos-- comparada com 77,9 anos no Reino Unido e 76,9 anos nos Estados Unidos. Para Marmot, a diferença deve-se ao facto de a sociedade japonesa ser muito mais coesa, com menos violência e uma população carcerária menor. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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