Spinning despoleta efeitos bioquímicos similares ao enfarte agudo do miocárdio

Estudo publicado no “Scandinavian Cardiovascular Journal”

10 fevereiro 2012
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Uma breve sessão de treino de spinning, prática de ciclismo intensivo nos ginásios, pode desencadear os mesmos efeitos bioquímicos que um enfarte agudo do miocárdio, dá conta um estudo publicado no “Scandinavian Cardiovascular Journal”.

 

Os enfartes agudos do miocárdio aumentam a produção de enzimas, conhecidas por biomarcadores cardíacos, que podem ser detetadas através de uma simples análise sanguínea, proporcionando o seu rápido diagnóstico e tratamento. Contudo, os níveis destes marcadores também aumentam em situações que não estão associadas com este tipo de doença, tais como longos períodos de esforço físico extenuante, nomeadamente maratonas, provas de triatlo ou provas de ski extensas.

 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, investigaram se outros exercícios mais curtos e de menor intensidade poderiam ter os mesmos efeitos sobre os biomarcadores cardíacos. Esta informação é importante para uma correta avaliação dos pacientes que procuram tratamento médico de urgência após a prática de exercício físico.

 

Para este estudo, os investigadores liderados por Smita Duttaroy, contaram com a participação de 10 indivíduos saudáveis, com uma média de 30 anos de idade, que se submeteram a uma sessão de treino de spinning que teve a duração de uma hora. Os investigadores mediram os níveis dos biomarcadores cardíacos, no sangue dos participantes, antes, uma hora e 24 horas após a prática do exercício físico.

 

O estudo revelou que os níveis de um biomarcador cardíaco comum, a troponina T, tinham duplicado após uma hora da sessão de treino. Em dois dos participantes esta enzima atingiu níveis habitualmente considerados com estando no limiar de um enfarte agudo do miocárdio.

 

Contudo, os níveis retornaram à sua normalidade para todos os participantes após 24 horas da prática do exercício físico. Estes valores “diferenciam os pacientes que sofreram um enfarte agudo do miocárdio, onde os valores destes marcadores podem permanecer elevados durante vários dias”, explicou Smita Duttaroy.

 

O aumento dos níveis destes biomarcadores induzido pela prática de exercício nas pessoas saudáveis não é perigoso, é uma reação normal do organismo à prática de exercício. Assim, os profissionais de saúde que integram as equipas de urgência devem estar conscientes do tipo de semelhanças que existem entre o efeito da prática de exercício físico e o enfarte agudo do miocárdio.

 

A investigadora acrescenta que “quando um indivíduo com dores torácicas se apresenta no serviço de urgência, e as análises ao sangue mostram um aumento dos biomarcadores cardíacos, é importante saber que este tipo de um aumento também pode ocorrer nos indivíduos saudáveis após terem sido submetidos a uma sessão de exercício físico normal”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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