SPG garante eficácia e segurança do tratamento hormonal

Estudos internacionais geraram polémica

01 junho 2003
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A Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) garantiu esta semana a eficácia e segurança do tratamento hormonal de substituição na menopausa, apesar de estudos recentes o associarem a um maior risco de demência e cancro da mama.
 

 

A garantia surge depois da divulgação de vários estudos realizados nos Estados Unidos, segundo os quais a terapia hormonal de substituição (administrada para atenuar os sintomas e efeitos da menopausa) pode duplicar o risco de demência em mulheres com mais de 65 anos.
 

 

Resultados que agravaram a polémica em torno desta opção médica, depois de um primeiro alerta dado por cientistas norte- americanos que concluíram existir um aumento no risco de cancro da mama e de doenças cardiovasculares em mulheres sob tratamento.
 

 

Num documento a que a Agência Lusa teve acesso, a SPG alerta para o facto do «referido estudo não colocar em causa a eficácia e segurança das terapias hormonais de substituição prescritas (...) desde que não existam contra-indicações».
 

 

«Na parte do estudo agora divulgado só foi utilizada uma modalidade de tratamento, e só nas mulheres com idade avançada foi encontrado um aumento de risco das doenças crónicas, o que, a nível individual, é muito pequeno», lê-se no comunicado, assinado pelo presidente da SPG, Daniel Pereira da Silva.
 

 

Além disso, assegura, os médicos estão cada vez mais alertados para o facto destas terapêuticas não serem indicadas para a prevenção de doenças crónicas, como as cardiovasculares, osteoporose ou Alzheimer, uma vez que não reduzem os riscos futuros de saúde nestas áreas.
 

 

Por isso, prossegue o comunicado, os ginecologistas «não prescrevem terapias hormonais a doentes deste tipo».
 

«A terapia hormonal de substituição, quando bem prescrita, não está em causa pelos dados agora conhecidos», acrescenta.
 

 

A SPG refere ainda que estudos científicos provaram que as mulheres no período pós-menopausa necessitam de tratamento continuado para doenças como a osteoporose e as cardiovasculares, referindo ainda existirem já terapias eficazes e orientadas para essa necessidade.
 

 

Além disso, sustém, «um estilo de vida saudável, quanto à dieta e ao exercício físico, é o meio mais recomendável para a prevenção das doenças crónicas, nomeadamente para a demência».
 

 

Fonte: Lusa
 

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