SOS preservativo

Suécia lança medida para diminuir doenças sexualmente transmissíveis

08 junho 2004
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 As autoridades da área de saúde da Suécia, preocupadas com o facto de os casos de clamidíase terem duplicado em apenas um ano, decidiram tomar uma medida drástica para impedir o avanço da doença. A mudança pode ser vista nas ruas de três cidades do país: «ambulâncias» para distribuição de preservativos. Em Gotemburgo, Estocolmo e Malmö, veículos de emergência ficam a postos três dias por semana, à espera das chamadas de pessoas surpreendidas, em momentos de luxúria, sem protecção.Por 50 kronas, os veículos – apelidados de «Expresso Cho-San», numa alusão a uma conhecida marca de preservativos no país – irão entregar dez preservativos a qualquer morada nos limites da cidade.A RFSU (Associação Sueca de Educação para a Sexualidade) teve esta ideia devido ao aumento alarmante dos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a clamidíase, junto dos jovens da população.Carl Osvald, director de marketing da RSFU, disse à BBC que apenas 25 por cento dos suecos com idades entre 16 e 25 anos usam preservativos. «Estudos mostram que 50 por cento deles não se importaria em usar preservativos, mas, de facto, por alguma razão, poucos deles os usam.»Osvald disse ainda esperar que o serviço expresso para entrega de preservativos seja um novo passo na conquista de potenciais consumidores. «Decidimos adoptar uma abordagem bem-humorada da questão, e, esperamos que isso seja visto como uma forma de comunicação pelos jovens e não uma maneira de pregar um sermão.»Em conjunto com os veículos de urgência, também haverá uma campanha de esclarecimento na televisão TV. O vídeo aborda os perigos do sexo sem preservativo.Em entrevista à BBC, Anders Mathew Wise, um morador de Estocolmo, disse que o serviço expresso para entrega de preservativos não lhe irá servir. «É uma boa iniciativa, mas não vai resolver os problemas mais graves. Eu não chamaria o serviço expresso se estivesse em uma situação em que precisasse de um (preservativo). Não pareceria a coisa certa a fazer. Iria atrair atenção em demasia». Numa clínica de saúde sexual na capital sueca, os médicos estão compreensivelmente preocupados com o aumento dos casos de clamidíase na parcela jovem da população. Christina Rogala, médica de clínica geral, elogiou a campanha, dizendo que todas as iniciativas para aumentar o uso de preservativos são boas. «Não sabemos porque tivemos esse aumento (nos casos de DSTs). Não é difícil comprar preservativos na Suécia, e muitos jovens sabem dos riscos do sexo desprotegido.»Embora a campanha tenha como alvo o público jovem, Carl Osvald disse que qualquer um poderá usar os serviços do «Chame-o-preservativo», independentemente da idade.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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