Sono profundo é importante para a puberdade

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”

14 setembro 2012
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O sono profundo é um fator importante no início da puberdade. Um novo estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism” sugere que é importante que os adolescentes durmam, por noite, um número de horas suficientes.


O início da puberdade ou adolescência varia consideravelmente de pessoa para pessoa. Contudo, existem fatores que podem influenciar o início desta fase: a genética, hábitos alimentares, fatores ambientais e sociais.


Estudos anteriores já tinham demonstrado que existem áreas do cérebro responsáveis pelo controlo da puberdade durante o sono. Contudo, este novo estudo sugere que há uma fase específica de sono, o chamado sono profundo, que desempenha um papel-chave no começo da puberdade.


O sono profundo é uma fase do sono onde é comum sonhar. Os sonhos que ocorrem durante esta fase do sono são menos vívidos e mais difíceis de serem lembrados do que os ocorrem durante uma outra fase do sono, a fase REM (do inglês Rapid Eye Movement).


Para este estudo, os investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA, analisaram os padrões de secreção da hormona luteinizante em determinadas fases do sono em crianças com idades compreendidas entre os 9 e os 15 anos. Esta hormona é importante para a ovulação das raparigas e para a produção de testosterona nos rapazes, o que faz dela um elemento importante da reprodução.


Os investigadores constataram que a maioria dos picos de produção da hormona luteinizante, que ocorrem durante o sono, é seguida por sono profundo, o que sugere que esta fase do sono está associada ao início do processo da puberdade.


“Se as zonas do cérebro que ativam o sistema reprodutivo dependem do sono profundo, então é necessário prestar mais atenção aos distúrbios de sono que ocorrem nas crianças ou nos adolescentes e que podem interferir com a normal maturação da puberdade. Isto é particularmente importante para as crianças diagnosticadas com distúrbios de sono, mas poderá ter implicações mais vastas, pois estudos recentes têm demonstrado que a maioria dos adolescentes dorme menos do que o necessário”, conclui a líder do estudo Natalie Shaw.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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