Sono dos bebés: o papel dos fatores genéticos e ambientais

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

30 maio 2013
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Os genes parecem desempenhar um papel relevante na duração do sono dos bebés durante a noite, enquanto os fatores ambientais influenciam a duração da sesta, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

Para o estudo, os investigadores da Laval University, no Canadá, contaram com a participação de cerca de 1000 gémeos, cujos hábitos de sono diurno e noturno aos 6,18, 30 e 48 meses foram reportados pelas suas mães. Do total dos bebés, 400 eram gémeos monozigóticos, o que significa que partilham os mesmo genes, e 586 eram dizigóticos, ou seja partilham tantos genes quanto dois irmãos. O estudo refere que este tipo de amostragem ajuda a determinar a influência dos genes e o ambiente partilhado, que poderá incluir desde a dieta da mãe durante a gravidez até ao orçamento familiar.
 

No que diz respeito às horas de sono noturno, o estudo apurou que os genes parecem explicar mais de metade das diferenças entre as crianças com 30 meses e 4 anos. Os genes também parecem desempenhar um papel importante aos seis meses de idade. Contudo, os fatores ambientais parecem influenciar as variações existentes em mais de metade das crianças aos 18 meses de idade. Os fatores ambientais parecem também ter uma grande influência na sesta, explicando a maioria das diferenças nos hábitos de sono das crianças aos 4 anos de idade.
 

Os investigadores referem que, por vezes, o sono dos filhos é pouco pacífico para os pais. Conseguir que uma criança se acalme e adormeça é por vezes uma tarefa complicada. Frequentemente os pais questionam-se sobre qual o tempo de sono adequado, sobre a frequência com que os seus filhos acordam durante a noite e sobre a duração das sestas. De acordo com a primeira autora do estudo, Evelyne Touchette, não há uma resposta clara e simples para estas questões.
 

De acordo com a National Sleep Foundation os bebés entre os três e os 11 meses dormem uma média de nove a 12 horas durante a noite e fazem uma sesta de uma a quatro horas. As crianças com mais de um ano de idade dormem 12 a 14 horas ao longo das 24 horas, a maioria destas crianças faz uma sesta por dia.
 

Contudo, os investigadores referem que os pais não se devem preocupar se os filhos dormem menos horas ou se teimam em não fazer sestas. Tal como os adultos, a quantidade de sono suficiente depende de cada criança.
 

No entanto, os pais podem ajudar os seus filhos, por exemplo, com a definição de rotinas, incluindo deitar-se sempre no mesmo horário e ter uma atividade relaxante antes de dormir tal como ler uma história. Pelo contrário, ficar com a criança até ela adormecer ou levantar-se sempre que ela chora durante a noite não é aconselhado. Muitos pais tentam manter as crianças acordadas durante o dia, pois pensam que isto irá ajudá-las a adormecer à noite. Contudo, isto pode torna-las excessivamente cansadas, irritáveis ou hiperativas.
 

Os investigadores referem ainda que se a criança se recusar a fazer uma sesta não deve ser forçada. Aos três anos de idade, este pode ser um sinal de que ela está a superar a necessidade de fazer sestas. Nestas situações as regras são as mesmas aplicadas ao sono noturno: criação de uma rotina de sono num ambiente tranquilo e esperar para ver o que acontece.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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