Sonhar desenvolve a memória e a aprendizagem

Estudo publicado na revista "Current Biology"

07 maio 2010
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Um novo estudo, publicado na revista “Current Biology”, apresenta novos dados sobre a função dos sonhos no desenvolvimento da memória e na aprendizagem de novas informações.

 

“O que nos deixou realmente animados, é o facto de, após quase 100 anos de debate sobre a função dos sonhos, este estudo demonstrar que os sonhos são o modo que o cérebro tem para processar, integrar e entender novas informações”, explica o autor do estudo, Robert Stickgold, do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC). O cientista acrescenta que “os sonhos são uma clara indicação de que o cérebro está a trabalhar a memória a vários níveis, incluindo meios que melhoram directamente seu desempenho”.

 

Para a realização do estudo, os 99 participantes recrutados despenderam uma hora de treino numa tarefa de “labirinto virtual”, um exercício realizado em computador no qual eram convidados a navegar e aprender o funcionamento de um complexo labirinto em 3D, com o objectivo de chegarem ao fim o mais rapidamente possível.

 

Após esse treino inicial, os participantes foram aleatoriamente divididos em grupos: um foi convidado a fazer uma sesta de 90 minutos e o outro foi mantido acordado, realizando actividades tranquilas.

 

Em vários momentos do teste, foi-lhes pedido para descreverem o que tinham em mente, ou, no caso do grupo que realizou a sesta, o que tinham sonhado.

 

Cinco horas após o exercício inicial, os participantes foram novamente testados no labirinto virtual. De acordo com os cientistas, os resultados foram surpreendentes: aqueles que não dormiram, não mostraram sinais de melhora no segundo teste, mesmo aqueles que tinham relatado pensamentos sobre o labirinto durante o seu período de descanso. Da mesma forma, os indivíduos que dormitaram, mas que não tiveram qualquer tipo de sonho relacionado com o labirinto mostraram pouca, ou nenhuma, melhora. Mas, os participantes que dormiram e sonharam com situações relacionadas com a tarefa apresentaram melhoras surpreendentes: 10 vezes mais do que o demonstrado por aqueles que dormiram, mas não tiveram sonhos relacionados com a mesma tarefa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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