Soneca à tarde faz bem à memória

Sesta pode ser tão boa quanto noite de sono

29 junho 2003
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Dormir uma sesta de uma hora durante o dia pode ser tão benéfico para a memória e aprendizagem quanto uma noite inteira de sono.
 

 

Pelo menos esta é a conclusão de um estudo elaborado por um grupo de cientistas de Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Os cientistas testaram as ondas cerebrais dos «dorminhocos» para verificar a qualidade do sono. Procuravam por duas fases diferentes do sono: a onda leve e a repetição rápida dos olhos, que é normalmente associada com os sonhos. «Da perspectiva da melhora do comportamento, uma sesta é tão boa quanto uma noite de sono para a aprendizagem», aponta o estudo.
 

 

No entanto, passar pelas brasas só funciona se tiver a qualidade necessária. Os especialistas dizem que uma noite inteira de sono é necessária para manter outras funções vitais do corpo.
 

 

O estudo, publicado na revista científica «Nature Neuroscience», consistiu em comparar dois grupos de pessoas acompanhadas durante dois dias. Um grupo foi instruído a não dormir nada durante o dia e, como esperado, o desempenho deles decaiu. O outro grupo pôde dormir de uma hora a uma hora e meia às duas da tarde.
 

 

O grupo que conseguiu uma soneca profunda, passando pelas duas fases do sono, teve um desempenho muito melhor do que os outro que não pode dormir. Ambos foram submetidos a testes de aprendizagem no final do dia.
 

 

Os voluntários que dormiram, mas não atingiram o estágio do movimento rápido dos olhos, tiveram uma performance intermediária. E a capacidade dos que dormiram profundamente foi tão boa quanto a de pessoas que dormiram uma noite inteira em testes realizados anteriormente.
 

 

Derk-jan Dijk, do Centro de Estudos do Sono da Universidade de Surrey, diz existirem provas de que a combinação de ondas curtas de sono e movimento rápido dos olhos é importante para o aprendizagem e memória. «Outros estudos sugerem que as pessoas que dormem apenas seis horas por noite durante um período prolongado sofrem consequências físicas.»
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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