Sonambulismo pode ser “genético”

Estudo suíço traz novos dados

21 abril 2002
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Andar ou falar quando está a dormir são algumas das facetas nocturnas de quem sofre de sonambulismo. Agora, quem padecer deste distúrbio de sono poderá saber se o problema tem origem na sua composição genética.
 

 

A sugestão é de um grupo de cientistas do Hospital Universitário de Berna, na Suíça, que estudou pacientes que andam enquanto dormem. Os cientistas avaliaram pessoas que possuem este distúrbio por, pelo menos, 30 anos.
 

 

Segundo os cientistas, o sonambulismo entre adultos está relacionado a problemas durante uma fase do sono conhecida como Movimento Rápido do Olho (REM, em inglês).
 

 

Embora possa ser divertido assistir às deambulações de um sonâmbulo, a verdade é que este problema conduz a situações extremamente perigosas. Segundo um estudo americano, 32% dos sonâmbulos sofrem acidentes violentos e 19% chegaram mesmo a ferir-se enquanto andavam adormecidos.
 

 

A chave para o problema encontra-se na região de um dos cromossomas humanos conhecida como sistema HLA.
 

 

O sistema contém mais de 100 genes que se dedicam basicamente ao controlo da produção de proteínas relacionadas com o sistema imunológico.
 

 

Os investigadores descobriram um tipo específico de genes que, segundo a teoria da equipa, poderá tornar os indivíduos mais susceptíveis ao sonambulismo.
 

 

Este tipo de gene específico foi encontrado em 50% dos pacientes examinados. No entanto, os investigadores também encontraram a mesma deficiência genética em 24% das pessoas sem sonambulismo submetidas ao teste.
 

 

Segundo Claudio Bassetti, da Universidade da Suíça, em Zurique, geralmente, a fase REM do sono é acompanhada por uma paralisia fisiológica, que impede as pessoas de «agir» durante o sonho.
 

 

"Em pessoas com problemas nessa fase do sono, a paralisia não ocorre", explicou o médico.
 

 

Neste estudo, 25% dos pacientes testados indicaram um aumento da actividade muscular durante essa fase do sono.
 

 

Do grupo examinado, 58% já sofria de sonambulismo desde a infância, enquanto 24% também tinham parentes com o mesmo problema.
 

 

Segundo os especialistas, a possível descoberta de uma origem genética para o problema poderá ajudar os médicos a melhor diagnosticar os casos de sonambulismo.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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