Soluções para a infertilidade sem lei

Especialistas reunidos em Espinho

05 outubro 2004
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 O presidente da Entidade Reguladora para a Saúde (ERS), Rui Nunes, considerou esta semana inaceitável que o sistema de saúde continue sem oferecer soluções em tempo real para casais que não conseguem ter filhos. Falando aos jornalistas à margem do segundo congresso de medicina da reprodução, que até sábado decorre em Espinho, Rui Nunes considerou que «há o imperativo de legislar sobre as técnicas de procriação medicamente assistida e condições de acesso». Existem 500 mil casais portugueses que, por razões de saúde, querem mas não conseguem ter filhos. Uma das soluções para a infertilidade é a PMA, responsável por um a três por cento do total de nascimentos na Europa.Com a falta de lei, as técnicas são estabelecidas no terreno, segundo Rui Nunes, tornam-se depois mais difícil a sua restrição, no que respeita à procriação medicamente assistida, ou seja, a inseminação artificial ou intra-uterina, a fecundação «in vitro» e a microinjecção intra-citoplasmática de espermatozóides (injectar um espermatozóide num único óvulo e posterior implantação no útero). Reconhecendo que o problema do financiamento deste tipo de tecnologias numa sociedade com falta de recursos, uma vez que alguns tratamentos podem custar até 50 mil euros, o presidente da ERS defendeu que algumas devem ser incluídas no sistema de saúde.«Há uma ou outra técnica disponibilizada com listas de espera, o que na prática significa que não se oferece nada em tempo real», afirmou. Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, João Silva Carvalho, este segundo congresso representa uma oportunidade de actualização e de disseminação do conhecimento numa área nova e multidisciplinar. Cerca de 50 especialistas nacionais e estrangeiros irão participar neste evento, , o mais importante numa área que tenta dar resposta a 10 mil novos casos de infertilidade que se registam todos os anos em Portugal.Alguns dos maiores especialistas mundiais nesta área da medicina estarão presentes no evento, organizado pela Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR), onde irão abordar temas como a criopreservação (congelação das células sexuais os riscos genéticos ligados à PMA, a aplicabilidade das técnicas na prática clínica diária.Fontes: Lusa e MNI- Médicos na Internet

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