Solidão é prejudicial para a saúde

Estudo realizado pelos investigadores da Ohio State University

23 janeiro 2013
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A solidão afeta a resposta do sistema imunitário, sugere um estudo que foi apresentado no encontro anual da Society for Personality and Social Psychology, nos EUA.
 

“Estudos anteriores já tinham constatado que as relações de pouca qualidade estavam associadas a vários problemas de saúde, incluindo mortalidade precoce e outras doenças graves. As pessoas que se sentem sós sentem que têm claramente relações de baixa qualidade”, referiu, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Lisa Jaremka.
 

Para a investigadora é importante perceber de que forma a solidão e as reações afetam a saúde. “Quanto mais soubermos sobre este processos, mais facilmente os seus efeitos negativos podem ser contrariados e até impedidos”, refere a investigadora.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Ohio State University, nos EUA, contou com a participação de duas populações distintas: um grupo de adultos saudáveis de meia-idade com excesso de peso e outro de sobreviventes de cancro da mama. Os níveis de solidão dos participantes foram medidos através da escala de solidão UCL, que avalia as perceções do isolamento social e solidão.
 

Para avaliar se o comportamento do sistema imunitário era afetado pela solidão, os investigadores mediram os níveis de anticorpos produzidos quando os vírus da família do herpes eram reativados. O estudo apurou que comparativamente com os indivíduos menos solitários, os mais solitários apresentavam níveis mais elevados de anticorpos, que estavam associados com um nível maior de dor e sintomas depressão de fadiga.
 

Os cientistas também determinaram como a solidão afetava a produção de proteínas inflamatórias em resposta ao stress, tendo verificado que os mais solitários apresentavam níveis mais elevados destas proteínas. O estudo refere que estas proteínas sinalizam a presença de inflamação e inflamação crónica que estão associadas a várias condições, como doença coronária, diabetes tipo 2, artrite e doença de Alzheimer.
 

A investigadora refere que também é importante olhar para o lado reverso da medalha, ou seja, as pessoas mais sociáveis apresentam resultados mais positivos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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